Você sabe quem foi o Juíz Falcone, o juiz que inspirou Moro a assumir ministério
Moro mandou mensagem direcionada à Ajufe, onde explica a inspiração
Moro mandou mensagem direcionada à Ajufe, onde explica a inspiração
Ricky Rocha Por Ricky Rocha 05/11/2018
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O juiz italiano Giovanni Falcone foi um dos responsáveis por deflagrar a Operação Mãos Limpas, de 1992, e lutar contra a Cosa Nostra, máfia siciliana em seu país. Antes de ser morto pela máfia, ele abandonou a carreira como juiz para assumir um cargo no governo. A trajetória acabou inspirando Sérgio Moro, que deixou a toga para comandar o superministério da Justiça no governo Bolsonaro, que começa a partir de 2019.

Considerada uma das maiores operações anticorrupção já realizadas na Europa, a investigação levou cerca de 3.000 pessoas à cadeia e investigou empresários, ministros e cerca de 500 parlamentares.

Em mensagem direcionada à Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil), Moro explicou a inspiração.

 

"Lembrei-me do juiz Falcone, muito melhor do que eu, que depois dos sucessos em romper a impunidade da Cosa Nostra,

decidiu trocar Palermo por Roma, deixou a toga e assumiu o cargo de Diretor de Assuntos Penais no Ministério da Justiça,

onde fez grande diferença mesmo em pouco tempo. Se tiver sorte, poderei fazer algo também importante”, escreveu.

 

COSA NOSTRA

Salvatore ‘Totò’ Riina foi o último grande capo dei capi, ou chefe dos chefes, da máfia siciliana.

Foi responsável pela morte de mais de 150 pessoas, das quais 40 assassinou pessoalmente.

Membro da máfia desde os 16 anos, Totò Riina matou desde a juventude e ate sua morte ( novembro de 2017) aos 87 anos, pois mesmo depois de preso continuava a dar ordens à organização a partir do interior da cadeia.

O seu crime mais conhecido foi o assassinato dos juízes Giovanni Falcone e Paolo Borsellino, em 1992. Mas no seu cadastro encontram-se inúmeros outros assassinatos.

 

O assassinato de Giovanni Falcone e Paolo Borsellino

Uma bomba na autoestrada e outra no carro

O juiz Giovanni Falcone e o procurador Paolo Borsellino foram as vítimas dos mais famosos crimes orquestrados por Salvatore Riina, porque foram eles que conduziram grande julgamento que em 1987 condenou 360 elementos da máfia, numa das maiores ações levadas a cabo pela Justiça italiana contra a Cosa Nostra. Foi o assassinato dos dois magistrados que levou Riina para a prisão de forma perpétua.

Depois de emitidas as condenações do chamado Maxiprocesso di Palermo, Riina ordenou a dois dos seus homens de confiança, Giovanni Brusca e Nino Gioè, que tratassem do trabalho. Os dois homicídios foram executados com dois meses de diferença.

Primeiro foi morto o juiz Giovanni Falcone, em maio de 1992. Os mafiosos instalaram um dispositivo explosivo na autoestrada por onde ia passar o carro do magistrado e foi Brusca quem detonou, à distância, a bomba. Além do juiz, morreram também a sua mulher e três guarda-costas.

 

Borsellino foi morto dois meses depois, em julho de 1992, num atentado com um carro bomba, carregado com 100 quilogramas de dinamite, numa autoestrada em Palermo. O procurador ia visitar a sua mãe quando foi atingido pela explosão.

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