Vício: Colecionador soma mais de 20 mil HQs em SP
“Quadrinhos eu levo a sério, é uma compulsão.", confessa
“Quadrinhos eu levo a sério, é uma compulsão.
Caio Machado Por Caio Machado 02/12/2019
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“Quadrinhos eu levo a sério, é uma compulsão. Eu tenho que ter tudo no máximo possível”, confessa Fábio Gomes Ribeiro, de 43 anos, diante de um acervo com cerca de 20 mil revistas em quadrinhos.

Ribeiro é um exemplo de como ter uma coleção tradicional, vai muito além de simplesmente ler, ver e ouvir obras em formato digital. Em plena era do streaming, colecionadores como ele investem altas quantias em itens que, mesmo ocupando muito espaço no mundo real, possuem ainda mais valor afetivo do que financeiro.

Escrevente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Fábio Ribeiro começou sua coleção de quadrinhos com gibis da Turma da Mônica, quando tinha 10 anos. Era um hábito não se desfazer das revistas, que ele guardava em pilhas.

“Eu já tinha esse bichinho do colecionador desde pequeno, mas era com quadrinhos específicos. Se livrar das revistas nunca foi uma hipótese”, admite.

Ribeiro garante que conseguia ler tudo o que comprava, mas com o sucesso alcançado pelos filmes de super-heróis, a oferta de quadrinhos aumentou bastante e se tornou complicado ler tudo.

“A produção mensal é muita coisa, não consigo acompanhar. Estou quase saindo de colecionador para virar acumulador”, brinca.

Ele também deu início a uma coleção de action figures (bonecos de ação), e conta que teve receio de “ficar neurótico” para ter todas as séries completas dos personagens. Diferente do modo como age em relação aos quadrinhos, nesse caso ele se controla e compra apenas itens pontuais.

Por se dedicar muito aos quadrinhos, Fábio Ribeiro compra as edições logo que saem. Quando não consegue, espera no máximo um ano, por acreditar que há quadrinhos que vendem muito rápido e depois somem.

“Colecionador tem que ter paciência. Você sempre vai achar o que quer. Só que tem que estar disposto a pagar. Eu, particularmente, não gosto de esperar pra não correr risco”, diz.

 

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