Vamos entender de vez a diferença entre diabetes tipo 1 e 2
Doença exige acompanhamento médico regular e mudança de hábitos
Doença exige acompanhamento médico regular e mudança de hábitos
Ricky Rocha Por Ricky Rocha 06/08/2018
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Pesquisas recentes divulgadas, apontam que o brasileiro sabe pouco sobre diabetes.

Esta doença, que tem vários tipos, é crônica e pode ter consequências graves se não tratada adequadamente.O grupo de doenças denominado diabetes é um desarranjo metabólico que resulta no acúmulo de açúcar no sangue.

De acordo com Sociedade Brasileira de Diabetes, mais de 13 milhões de pessoas no Brasil têm a doença. A diabetes possui diversos tipos, os mais conhecidos são os tipos 1 e 2. No caso do tipo 1, o pâncreas não produz insulina. Já no tipo 2resistência à insulina como causa principal, afetando assim o processo de manutenção dos níveis de glicose no sangue.

Além do medicamento indicado pelo médico, manter uma alimentação saudável e mudar os hábitos de vida são primordiais para prevenção e tratamento, sendo a prática de exercícios físicos e uma dieta adequada, essenciais para o tratamento. O mais importante é seguir as orientações de um endocrinologista.

Tipo 1

A diabetes do tipo 1 é também conhecida como diabetes juvenil ou diabetes insulino-dependente.

É autoimune, isso significa que o sistema imunológico age contra as células produtoras de insulina no pâncreas e o organismo não consegue produzi-la. Por isso o paciente que tem diabetes tipo 1 necessita repor o hormônio para regular os níveis de açúcar. A insulina é responsável pela manutenção dos níveis baixos do açúcar no sangue.

A diabetes do tipo 1 é uma doença genética e não existe forma de preveni-la e o tratamento é essencial para a vida do paciente. faz-se necessário monitorar os níveis de açúcar no sangue diariamente, fazer uma dieta adequada e se exercitar para melhorar as condições cardiovasculares e metabólicas.

Tipo 2

Diferentemente da diabetes tipo 1, na diabete tipo 2, o pâncreas produz insulina, porém o organismo pode criar resistência ao hormônio e não responder como deveria a sua ação.

O tratamento da diabetes tipo 2 também é feito com medicamentos. Nestes casos, a doença pode ser gerenciada com dieta e exercícios, que contribuem para manter um peso adequado e manutenção dos níveis de glicose no sangue.

 

Consequências das diabetes

caso não tratada adequadamente, a diabetes pode prejudicar diferentes partes do corpo ou até levar a óbito. O paciente com a doença necessita acompanhamento médico periódico e deve seguir à risca todas as recomendações.

Entre as partes afetadas estão os pés, que podem ficar mais ressecados, ocasionando rachaduras e feridas, que muitas vezes não são percebidas pelo paciente, pois há diminuição na sensibilidade. A ferida pode infeccionar e se não tratada pode até levar a amputações. Por isso, recomenda-se ao paciente diabético a utilização de cremes hidratantes adequados, uso de calçados confortáveis e inspeção rigorosa dos pés.

A visão também pode ser afetada e o paciente que segue o tratamento pode até ficar cego. Outro órgão que pode ser comprometido são os rins e o paciente pode desenvolver insuficiência renal se nada for feito.

Os níveis elevados de açúcar no sangue podem prejudicar ainda a circulação sanguínea nos pés e mãos, ocasionando dores nas articulações. Há também risco aumentado infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral consequentes a elevação da pressão arterial e doença aterosclerótica.

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