Tecnologias avançam e as viagem do Brasil ao Japão poderão ser feita em 3 horas
A aeronave será capaz de voar a uma velocidade cinco vezes maior que a do som – ou seja, a mais de 6.125 quilômetros por hora. No entanto, o experimento da Boeing não é voltado para aviação comercial.
A aeronave será capaz de voar a uma velocidade cinco vezes maior que a do som – ou seja, a mais de 6.125 quilômetros por hora. No entanto, o experimento da Boeing não é voltado para aviação comercial.
Ricky Rocha Por Ricky Rocha 20/05/2019
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A empresa Boeing, corporação multinacional norte-americana de desenvolvimento aeroespacial e de defesa, revelou detalhes de uma aeronave supersônica que está sendo desenvolvida. Segundo o noticiou o site  o Aviation Week, o avião será capaz de voar a uma velocidade cinco vezes maior que a do som – ou seja, a mais de 6.125 quilômetros por hora.

Para melhor entendermos o que isto significa perto das tecnologias atuais, a velocidade de voo de um Boeing 737 é de cerca de 830 quilômetros por hora.

Viajando a essa velocidade, a aeronave experimental seria capaz de ir do Brasil ao Japão em cerca de três horas, por exemplo. No entanto, o experimento da Boeing não é voltado para aviação comercial. De acordo com o Popular Mechanics, a proposta do avião, no entanto, seria para uma aeronave para fins militares.

COMO FUNCIONA

Para atingir essa velocidade, a aeronave usaria dois tipos de dispositivos de propulsão. Inicialmente, ela usaria uma turbina a jato convencional para acelerar a velocidades próximas de Mach 3 (três vezes a velocidade do som). As turbinas comprimem o ar que passa por elas e usam combustível para “explodir” esse ar; após a explosão, o ar se expande e sai, mais quente, pela parte traseira da turbina. Isso é o que faz com que o avião se acelere.

Quando ele atinge uma velocidade muito alta, no entanto, a pressão de ar na parte frontal das turbinas é tão grande que não é mais necessário usar uma hélice para comprimir o ar. Assim, quando o avião atingisse essa velocidade, ele trocaria para um outro tipo de sistema de propulsão chamado de “scramjet”: ele funciona de maneira semelhante a uma turbina, mas sem a hélice para comprimir o ar. Nele, o ar circula sempre em velocidades acima da do som, o que acelera ainda mais a aeronave.

Na hora de pousar, o avião precisaria voltar a usar as turbinas convencionais para desacelerar. O sistema de propulsão que combina essas duas tecnologias recebe o nome de “Turbine-Based Combined Cicle”, ou TBCC, uma sigla que significa algo como “ciclo combinado baseado em turbinas”.

As pesquisas sobre esse tipo de propulsão estão sendo financiadas tanto pela Nasa, agência espacial estadunidense, quanto pela DARPA, órgão de pesquisa do exército do país.

Linha de produção


Obviamente, desenvolver um avião desse tipo não é nada simples. Mas, segundo o Digital Trends, a Boeing já tem um cronograma para o seu desenvolvimento. Primeiramente, a empresa pretende criar uma versão de teste da aeronave, com o tamanho aproximado de um jato F-16 (que mede 15 metros de comprimento).

Em seguida, após refinar os problemas nesse avião menor, a empresa produziria uma versão em escala maior da aeronave, com cerca de 32 metros de comprimento e duas vezes mais motores.

Entretanto, a expectativa é que a primeira e menor aeronave, ainda de testes, fique pronta somente em 2020.

Boeing revelou somente uma imagem do protótipo da aeronave | Distribuição Boeing

Concorrência
Segundo o jornal financeiro InfoMoney, esse projeto de aeronave ultra veloz faz parte dos planos de revitalização da Boeing, uma vez que a empresa ficou atrás da concorrente Airbus em número de encomendas de aeronaves.

A Airbus tem sido mais arrojada em seus projetos, apostando em inovações “futuristas”. Uma delas é pretensão de antecipar uma nova era nos transportes com seus “carros voadores”, de acordo com a agência Reuters.

Em uma conferência realizada em janeiro de 2017 em Munique, o CEO da Airbus, Tom Enders, afirmou que a companhia estava planejando testar seu protótipo de carro voador autônomo até o final do ano passado, “o que não aconteceu”.

Posteriormente, Enders anunciou que o início dos testes ocorrerão em um algum momento no decorrer de 2018, segundo afirmou o jornal financeiro Nikkei.

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