Será melhor permitir que filhos adolescentes façam sexo em casa?
O que você faria se a sua filha ou filho, adolescente, perguntasse se pode trazer o namorado (a) para dormir em casa?
O que você faria se a sua filha ou filho, adolescente, perguntasse se pode trazer o namorado (a) para dormir em casa?
Ricky Rocha Por Ricky Rocha 22/07/2020
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Especialistas em relações e sexólogos explicam que ao longo dos anos muitos pais têm proccurado estes profisiionais, em busca do seu parecer acerca deste polêmico tema, já que muitos ainda consideram ser extremamente difícil falar com os filhos sobre sexo.

Segundo os especialistas, as atitudes dos pais tendem a variar dependendo da nacionalidade. Tudo é influenciado pela cultura onde são criados. Há países e culturas que facilitam isto. Vejamos o caso de Silver, que nasceu na Holanda - neste país há uma postura mais tranquila e de aceitação a esse respeito.

Estima-se que dois terços dos pais holandeses permitem que os filhos de 16 e 17 anos durmam com os parceiros em casa.

A pesquisa Sex, Love and Autonomy in the Teen-age Sleepover (Sexo, Amor e Autonomia de Adolescentes que Dormem Fora), de 2003, realizada pela pesquisadora norte-americana Amy Schalet, comparou a atitude de pais holandeses com a dos americanos.

A pesquisa concluiu que os pais holandeses tendem a minimizar a perspectiva desafiante da sexualidade adolescente, normalizando o ato. “Acreditam no processo de amadurecimento físico e emocional para o sexo. Acham que os jovens podem se autorregular quando incentivados a avançar e a se preparar de maneira adequada e gradual”, explicou Matty Silver.

A sexóloga diz ainda que ao contrário do que pensam os pais americanos, muitas vezes céticos quanto à capacidade dos adolescentes de se apaixonarem, os pais holandeses acreditam na possibilidade desse sentimento num idade tão jovem.

Nesse sentido, e contrariamente ao que muitos poderiam acreditar, “os adolescentes holandeses tendem a esperar mais antes de ter relações sexuais, a ter menos parceiros e a usar anticoncepcionais de forma correta e constante, o que produz taxas muito mais baixas de aborto e gravidez na adolescência”, continua Silver.

O principal motivo disso, segundo a especialista, deve-se ao fato de que o país tem uma abordagem liberal sobre o sexo, e a educação sexual dos adolescentes (que é obrigatória nas escolas) baseia-se no princípio de que os jovens são curiosos sobre a sexualidade e têm direito a informações precisas e abrangentes.

Segundo ela, “ Ser consciente de que seu filho é sexualmente ativo é bem diferente de se sentir tranquilo ao saber que ele está fazendo sexo no quarto ao lado. Afinal, por que criar uma situação em que os filhos são forçados a se esconder, a agir sorrateiramente e a serem desonestos, assumindo riscos desnecessários e tomando más decisões sobre a sua saúde física e emocional?”, argumentou.

E finaliza: “Se quiser que os seus filhos adolescentes estejam seguros, não feche os olhos nem espere que eles não façam sexo – o mais provável é que façam!”.

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