Ronaldinho Gaúcho consegue liberação de presídio e ficará em prisão domiciliar
Um juiz do Paraguai concedeu prisão domiciliar ao ex-jogador Ronaldinho Gaúcho e ao irmão, Assis Moreira.
Um juiz do Paraguai concedeu prisão domiciliar ao ex-jogador Ronaldinho Gaúcho e ao irmão, Assis Moreira.
Caio Machado Por Caio Machado 07/04/2020
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Os dois respondem por entrarem no país com documentos paraguaios adulterados e estão detidos há mais de um mês.

Os dois cumprirão a medida em um hotel no centro de Assunção e terão de pagar fiança de US$ 800 mil cada um — ou seja, quase R$ 4,2 milhões cada.
De acordo com o juiz Gustavo Amarilla, os responsáveis pelo hotel autorizaram que a prisão dos dois brasileiros fosse cumprida no local. O jornal paraguaio "ABC Color" informa que Ronaldinho e Assis vão ficar em quartos diferentes.

Ronaldinho e Assis estavam desde o dia 6 de março presos na Agrupación Especializada, quartel da Polícia Nacional do Paraguai transformado em cadeia de segurança máxima.

Ronaldinho e Assis estão detidos desde 6 de março, após entrarem no Paraguai com documentos paraguaios adulterados. Outras três pessoas foram presas, inclusive o empresário brasileiro Wilmondes Sousa, acusado de fornecer os passaportes aos irmãos.

De acordo com o promotor paraguaio Federico Delfino, existia um processo de naturalização no Paraguai aberto para Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Assis Moreira. Segundo ele, o procedimento corria à revelia dos dois brasileiros.

Ainda segundo Delfino, o esquema também envolve um funcionário público paraguaio, que teria apresentado uma série de documentos à Direção de Migração do Paraguai para naturalizar os dois irmãos.

Ao envolver órgãos oficiais paraguaios, o caso se ampliou no país. Em 5 de março, o diretor geral da Direção de Migrações, Alexis Penayo, pediu demissão do cargo e criticou o Ministério do Interior pela demora na resolução do caso envolvendo Ronaldinho Gaúcho.

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