Porchat: "Não dá mais para diminuir e humilhar as pessoas"
Na entrevista, Fábio Porchat também fala do uso de palavrões em piadas.
Na entrevista, Fábio Porchat também fala do uso de palavrões em piadas.
Caio Machado Por Caio Machado 15/04/2019
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Em entrevista para a revista, Fábio Porchat afirmou que não há assunto proibido, mas faz ressalvas:

“Você pode fazer todo tipo de piada, vai do bom senso. Você não pode incitar o ódio, a violência, inventar uma coisa sobre outra pessoa. Esses são os limites e ainda estamos aprendendo a lidar com eles”.

O ator acredita que o humorista precisa ficar atento para não envelhecer.

“Se você assiste a um negócio de dez anos atrás, é mais difícil dar risada. Temos que ver como o mundo está caminhando e como poder brincar com isso, sem ofender ninguém. As pessoas falam: ‘Ah, mas eu não posso mais contar piada de gordo?’. Claro que pode, mas não do jeito que se fazia há 20 anos. Você não pode mais diminuir e humilhar as pessoas. Não pode fazer o gay virar chacota por ele ser gay”, avalia, sem mencionar colegas que eventualmente usam esses recursos para o humor. Nesta semana, a dançarina Thais Carla, que trabalha com a cantora Anitta, respondeu um comentário gordofóbico publicado pelo apresentador Danilo Gentili. Ele compartilhou uma publicação que traz a dançarina questionando o tamanho das poltronas de avião e acrescentou o comentário: “Eu nunca vi essas pessoas reclamarem que a cadeira do McDonald’s é pequena”.

Na entrevista, Fábio Porchat também fala do uso de palavrões em piadas.

“É óbvio que quando você faz uma coisa bem feita e dá muita audiência é gostoso também. Mas sem apelação. Palavrão pode ser uma apelação. Quando o palavrão é piada, é apelativo. Quando o palavrão está inserido em uma piada, eu não acho que é. Se estou contando uma piada e ninguém ri, aí eu falo (o palavrão) e todo mundo cai na risada, isso não é inteligente”, diz.

Fábio Porchat e Tatá Werneck apresentavam Tudo Pela Audiência, no Multishow. O humorista lembra de lances polêmicos do programa.

O Tudo Pela Audiência fazia essa brincadeira. A gente colocava homem pelado, mulher pelada no palco. Era uma loucura. Às vezes, eu assisto ao programa e penso como que a gente não foi preso ali. Mas como todo mundo se sacaneava e ninguém estava ali contando vantagem, as pessoas se divertiam”, conclui.

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