Pesquisador revela que eleições de 2014 também foram afetadas por fake news
Ele ressalta que robôs maliciosos não só afetaram humanos como também atingiam máquinas
Ele ressalta que robôs maliciosos não só afetaram humanos como também atingiam máquinas
Caio Machado Por Caio Machado 03/12/2019
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Segundo o pesquisador Marco Aurélio Rudieger, as notícias falsas não foram usadas somente nesse período eleitoral, mas desde 2014.

O pesquisador falou na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) das Fake News sobre a descoberta. Rudieger descreveu uma estrutura sistêmica que integra várias plataformas para disparo em massa de mensagens, as notícias falsas, fortalecido por uma comunidade de influenciadores que cooperam com o sistema.

Esse cenário de polarização e agressividade é uma das principais consequências da proliferação de fake news:

"Vivemos um momento extremamente complexo, que exige do aparato institucional e cívico uma atenção muito grande, sobretudo quando se aproximam as eleições de 2020", comentou Rudieger.

"Nas eleições de 2014, houve a utilização de robôs por vários campos. No primeiro turno das eleições de 2018, o centro político foi mais fraco na utilização desses mecanismos, usados de forma mais intensa nas polaridades", completou o pesquisador.

Ele ressalta que robôs maliciosos não só afetaram humanos como também atingiam máquinas que não tinham esse propósito. Considerando que as redes sociais se voltaram contra as fake news após a eleição estadunidense de 2016, é provável que o algoritmo dessas plataformas tenha sido afetado pelas fontes falsas.

Rudieger acrescenta que a rede de proliferação de fake news vai além de apenas robôs. Sua pesquisa revelou a cooperação de uma rede de influenciadores digitais, em uma comunicação humanizada que piora ainda mais o cenário para as notícias verdadeiras.

 

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