Perda e manutenção de peso: Nutricionista Gabi Lodewijks aponta estratégias para não cair no temido efeito sanfona
Caso o processo diminuição da massa corporal tenha sido conquistado com base em dietas restritivas, as chances de engodar novamente são mais altas
Caso o processo diminuição da massa corporal tenha sido conquistado com base em dietas restritivas, as chances de engodar novamente são mais altas

Créditos do fotógrafo Divulgação

Erre Soares Por Erre Soares 27/11/2020
    Compartilhe:

Perder peso não é um processo fácil, por isso, apenas a possibilidade de reaver todos os quilos eliminados é temido por aqueles que embarcam em dietas. Conhecido como efeito sanfona, a perda e ganho de peso em curtos espaços de tempo pode causar não apenas problemas relacionados à autoestima, como também frustrações e aumento no risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares. 

 

Uma pesquisa publicada pelo periódico americano New England Journal of Medicine, apontou que engordar e emagrecer ciclicamente aumenta o risco de problemas cardiovasculares e de morte prematura, em especial nos grupos de risco para doenças do coração, ou pessoas com níveis altos de colesterol. O estudo acompanhou 9 mil pessoas com idades entre 35 e 75 anos de idade e constatou que o vai e vem de apenas 1 quilo já é o suficiente para aumentar o risco de problemas cardiovasculares em 4% e o de morte prematura em até 9%. 

 

A nutricionista Gabi Lodewijks argumenta que para que o processo de emagrecimento seja duradouro, saudável e respeite o corpo é necessário trocar o pensamento de uma dieta restritiva por uma reeducação alimentar. “Há um falso achismo de que é preciso cuidar da alimentação apenas quando se quer perder peso. Na verdade, quando você abre mão dessa ideia, entende que a manutenção de peso é constante, pois é um estilo de vida que precisa ser adotado”. 

 

Evite relações emocionais com a comida

 

Quando há presença de sentimentos como tristeza, raiva ou culpa, o organismo pode tender a pedir por alimentos mais apetitosos, geralmente aqueles açucarados ou gordurosos. “Quando esses alimentos são ingeridos, o organismo libera hormônios relacionados ao prazer e ao bem-estar e por isso não é difícil encontrar pessoas que nutrem essa fome emocional, que contribui para o ganho de peso”, aponta. 

 

Nesse cenário, a nutricionista aponta que é preciso parar para se observar e se vigiar. “Deve-se trabalhar o exercício de se perguntar se você está mesmo com fome, ou se aquele é apenas um momento de fragilidade onde você está buscando um mecanismo compensatório. Com isso, a pessoa se entende primeiro e passa a recorrer a outras formas de resolver seus problemas que não seja a alimentação”, analisa a nutricionista.

 

Manter o peso requer cuidados especiais

 

Mesmo quando o peso já foi conquistado, não é prudente se deixa levar pelo “agora vale comer de tudo, já fiz muito sacrifício”. A Gabi Lodewijks aponta que a manutenção de peso é um processo que requer constância. Isso não quer dizer que doces e frituras não possam entrar no cardápio. “O consumo deve ser feito de forma esporádica e em porções médias. A questão não é o que você come, mas em que quantidade e frequência”, aponta. 

 

Mantenha o corpo em movimento

 

A rotina de exercícios físicos não deve ser uma ação apenas durante a perda de peso. Ao gastar energia, a pessoa não apenas mantém o peso conquistado na reeducação alimentar como também passa a ter mais liberdade de abusar um pouco em uma ocasião especial. “Assim como o controle de peso, manter o corpo em movimento contribui para a diminuição nos riscos de desenvolver doenças crônicas e para a saúde da mente”, recomenda Gabi.

Comente com o facebook

Publicidade