Partido de Haddad entra com ação e pede inelegibilidade de Bolsonaro
Haddad quer que o TSE tire o direito de Jair Bolsonaro se eleger ao segundo turno sob acusação de suposto abuso de poder econômico por parte do candidato do PSL
Haddad quer que o TSE tire o direito de Jair Bolsonaro se eleger ao segundo turno sob acusação de  suposto abuso de poder econômico por parte do candidato do PSL

Créditos do fotógrafo Reprodução

Daiane Siquelli Teófilo Por Daiane Siquelli Teófilo 17/10/2018
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A coligação do presidenciável do PT, Fernando Haddad, entrou nesta quarta-feira (17), com uma nova ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para apurar suposto abuso de poder econômico por parte do candidato do PSL, Jair Bolsonaro, à Presidência da República. A defesa do petista aponta colocação "de forma ilegal" de dezenas de outdoors pelo Brasil. O vice de Bolsonaro, general Hamilton Mourão (PRTB), também é alvo da ação. A coligação de Haddad pede, ao fim das investigações, que seja declarada a inelegibilidade de Bolsonaro para os próximos oito anos seguintes à eleição de 2018.

O relator do processo apresentado pela coligação de Haddad é o Corregedor-Geral da Justiça Eleitoral, Ministro Jorge Mussi, que decidirá pela abertura ou não da ação.

O tipo de processo apresentado pelo PT, "ação de investigação Judicial Eleitoral" está previsto na Lei das Eleições. O texto prevê algumas sanções para quem é condenado por esse tipo de ação, como a declaração de inelegibilidade para as eleições a se realizarem nos oito anos seguintes ao pleito em que o fato investigado foi verificado.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo e ao Broadcast publicada no último dia 6, Mussi disse a Justiça Eleitoral "atuará com serenidade e firmeza para coibir toda e qualquer conduta que puder atentar contra o regime democrático, a lisura e a normalidade do pleito e a igualdade de oportunidades entre os candidatos". Até o momento Jair Bolsonaro e sua equipe não se pronunciaram.

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