Palestrantes na OAB/RJ se mostram a favor dos cassinos
A questão dos jogos foi analisada sob o prisma do impacto para o turismo
A questão dos jogos foi analisada sob o prisma do impacto para o turismo
Ricky Rocha Por Ricky Rocha 17/04/2019
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Muitas pessoas ja se manifestaram ser a favor da liberação do jogo e construção de cassinos no Rio. Dentre eles, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, o prefeito Marcelo Crivella, e o governador Wilson Witzel. E também se mostraram favoráveis os integrantes da Comissão de Turismo da OAB/RJ que participaram ontem, 16/4, de um evento que lançou luz sobre a regulação dos jogos de azar, temática que ainda encontra diversos entraves na sociedade brasileira. 
O encontro contou com o apoio do Instituto Brasileiro Jogo Legal e da Federação de Conventions & Visitors Bureau do Estado do Rio de Janeiro (FCVB/RJ).

A questão dos jogos foi analisada sob o prisma do impacto para o turismo. Nesse sentido, o presidente da comissão, Hamilton Vasconcellos, frisou que a regulamentação provavelmente vai gerar uma importante fonte de renda para o estado do Rio de Janeiro, que se encontra em grave situação econômica. Atualmente, dois projetos voltados para a legalização tramitam na Câmara dos Deputados (PL 442/91) e no Senado Federal (PLS 186/2014).

O presidente da FCVB/RJ, Marco Navega, avaliou que o Estado nacional é o maior prejudicado com a demora da decisão. Na sequência, o desembargador aposentado José Augusto defendeu que “é hora de acabar com essa hipocrisia, pois a proibição não impede os jogos de acontecerem no país”.

O presidente do Instituto Brasileiro Jogo Legal, Magno José, proferiu uma exposição assertiva, na qual não faltaram dados e análises estatísticas: “É inconcebível que uma atividade que movimenta cerca de 19 bilhões de reais por ano no país não tenha uma contrapartida para o Estado e a sociedade por falta de regulamentação”. Segundo estimativas expostas, o setor tem potencial de representar 1% do PIB nacional.

Além disso, alertou para as consequências de não tratar a matéria de forma adequada, tal como o controle de máquinas de caça-níquel pela milícia no Rio de Janeiro.

A exposição do advogado Witoldo Hendich Júnior, especialista em regulamentação de jogos, complementou as reflexões através de uma pluralidade de exemplos.

O discurso que afirma que o jogo faz mal para o país é desprovido de ciência e de argumentos técnicos”, criticou Júnior. Ele também se colocou contra o projeto que prevê a regulação apenas para cassinos-resorts, pois é fruto de lobby e desperdiça um grande potencial para alavancar a economia e o número de postos de trabalho.

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