O adeus à última casa da praia de Copacabana
A velha casa de fachada de pedra, dará lugar a um prédio moderno com piscina semi-olímpica
A velha casa de fachada de pedra, dará lugar a um prédio moderno com piscina semi-olímpica
Ricky Rocha Por Ricky Rocha 22/08/2020
    Compartilhe:

Foi em outubro de 2013, que a Avenida Atlântica, a famosa avenida da praia de Copacabana, viu sua última casa ser derrubada. A construção muito conhecida no bairro porque chamava a atenção e quase centenária era conhecida como “Casa de Pedra”, por conta dos elegantes e chamativos detalhes rochosos contidos em sua arquitetura, inclusive no muro.

No lugar da velha casa, a construtora Bait, que comprou o imóvel e é ligada a família Klabin, construirá o Edifício Atlântico, um novo e audacioso projeto que promete agregar valor a região da orla da Princesinha do Mar.

Este projeto audacioso é do arquiteto Thiago Bernardes, neto do mestre Sergio Bernardes, e esta com a inauguração prevista para outubro de 2022.

O imóvel já está sendo muito comentado nos bastidores do mercado imobiliário ..., tanto pelas inovações tecnológicas que promete ter, como também pelo fato de que irá abrigar, em um de seus pavimentos, uma piscina semi-olímpica, com raia de 25 metros, e outra com borda infinita, que ficará localizada no rooftop (nome chique adotado atualmente para o “terraço” de uma construção).


O Edifício Atlântico, cujas unidades já estão sendo oferecidas, terá 50 apartamentos tipo Studio ao longo dos seus 11 andares, com preços que variam entre R$ 24 mil e R$ 32 mil pelo metro quadrado. Os studios medem em torno de 60m2. As unidades, que começam a ser vendidas no fim de agosto, terão os jovens e os executivos como público-alvo. O arrojado plano de paisagismo, que contará com plantas tipicamente brasileiras, será elaborado pelo conceituado escritório Burle Marx.

A equipe responsável pelas vendas dos apartamentos têm os jovens e os executivos como público-alvo 

Além das piscinas, o Edifício Atlântico terá academia, sauna, espaços de coworking e um wellness, oferecendo diversos tipos de procedimentos terapêuticos. Cada serviço utilizado será pago diretamente pelo morador.

Uma das principais empresas credenciadas para fazer a venda dos apartamentos no Edifício Atlântico, é a Sergio Castro Imóveis, que já atua há mais de 70 anos no mercado imobiliário da cidade do Rio de Janeiro.

 

Diretor Regional da Sérgio Castro Imóveis, Anderson Martins, que há anos trabalha com venda de imóveis na Zona Sul, comenta que o lançamento é uma oportunidade única, tanto para quem quer morar em um trecho privilegiado da cidade e com boas condições de pagamento, como para a cidade do Rio, que irá contar com um empreendimento totalmente diferenciado, e a poucos minutos do Centro da cidade, com garagem e também próximo a todos os modais de transporte.

“Um lugar como esse atende a demanda das pessoas na realidade em que vivemos, o condomínio terá espaços de trabalho compartilhados, algo que é uma tendência entre jovens empreendedores, lugar para cuidar da saúde mental, e lazer com duas super piscinas, tudo isso cercado por muito verde e a deslumbrante vista da orla mais bonita do Rio. É um ambiente voltado para a qualidade de vida“, explica Martins, destacando a grande expectativa para as vendas.

Já existe uma grande euforia por parte das equipes de vendas. Os corretores estão totalmente focados e preparados para atender os clientes interessados em morar ou investir em um imóvel magnífico como esseInclusive, pessoas tem ligado de outros estados e até do exterior para saber mais detalhes“, diz.

O sócio e CEO da Bait, Henrique Blecher, a empresa responsável pela construção do empreendimento, destaca que o projeto traz um novo conceito de viver e morar na Cidade Maravilhosa.

 

Nós acreditamos na integração de arquitetura, funcionalidade, tecnologia e sustentabilidade, construindo com a cidade um novo conceito em moradia urbana, que a valoriza a qualidade estética e se integra ao estilo de vida do carioca“, afirma.

História da Casa de Pedra

A casa era do início do século XX e pertencia à Zilda Azambuja Canavarro Pereira, viúva de um militar. Zilda morou no local até 2012, quando faleceu, aos 101 anos de idade.

Por muitas décadas, Zilda morou na Casa de Pedra. Ao longo de todos esses anos, ela recusou inúmeras e milionárias propostas para vender o imóvel, que era seu xodó.

Após o falecimento da proprietária e a realização de um elegante leilão de arte com as peças que guarneciam a mansão, os herdeiros negociaram a casa por R$ 32 milhões com Omar Peres, presidente do Jornal do Brasil e conhecido restauranteur na cidade.

No ano seguinte, em 2013, a Casa de Pedra foi demolida.

Um hotel de luxo, de 11 andares, seria construído no local onde antes ficava a última casa da orla de Copacabana. Com a chegada da crise financeira e o fim do prazo da legislação municipal para a construção de um grande hotel, Peres mudou de idéia e decidiu fazer um prédio residencial. Contudo, a propriedade se tornou alvo de uma disputa judicial entre o empresário Omar Peres, o Catito, e o fundo JGP, que tem como principal sócio André Jakurski. O fundo teria emprestado dinheiro a Peres quando da aquisição da casa.

Todo esse trâmite judicial impossibilitou a construção do empreendimento, que seria o primeiro prédio no Brasil desenhando por Zaha Hadid, primeira mulher a receber o Pritzker - considerado o Prêmio Nobel da arquitetura. Porém, Zaha faleceu em 2016. Peres então colocou o imóvel à venda, e alguns anos depois a Bait acabou por comprá-lo.

Comente com o facebook

Publicidade