Ministro diz que chegada do 5G no Brasil deve ficar para 2022
O problema maior está na frequência de 3,5 GHz, que é a usada pelo 5G em quase todos os países
O problema maior está na frequência de 3,5 GHz, que é a usada pelo 5G em quase todos os países
Caio Machado Por Caio Machado 13/01/2020
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A interferência no funcionamento de antenas parabólicas provocada por uma das frequências ofertadas é que vai empurrar o leilão do 5G para 2022, disse o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes. Pontes afirmou que a rede da quinta geração de dados móveis não será implantada antes do fim de 2021.

O problema maior está na frequência de 3,5 GHz, que é a usada pelo 5G em quase todos os países e pode interferir no funcionamento das antenas parabólicas de TV. Segundo o ministro, “o estudo inicial sobre o problema não foi conclusivo, então pedi um novo. Tenho que ter ao menos uma estratégia de mitigação [do problema] caso ocorra interferência”, disse ele.

O ideal, para Pontes, é que o leilão se realizasse este ano:

"Talvez fique só para 2021. Então, imagino que no final de 2021 e começo de 2022 comece a implantação de algum piloto.”

Segundo uma projeção feita pela Ericsson sobre o impacto tributário causado pela demora na implantação do 5G, a previsão é de que o governo deixe de arrecadar R$ 25 bilhões. “Quando se demora a abraçar a solução tecnológica, menos terminais são vendidos, a receita cai e o impacto na cadeia de valor se transforma em impacto na arrecadação”, explicou o diretor de Relações Governamentais da Ericsson, Tiago Machado.

A interferência do 5G pode ter sido determinante no atraso do cronograma, mas outros problemas também contaram. Um dos conselheiros da Agência Nacional de Telecomunicações pediu alterações no edital de licitação, e as mudanças exigiram nova análise da área técnica do órgão e de parecer da Procuradoria Federal Especializada. O edital ainda passará por consulta pública e por outra análise da área técnica da Anatel e da Procuradoria Federal Especializada.

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