Mergulhador convence polvo filhote a trocar o copo de plástico onde vivia por uma concha
Segundo levantamentos feitos, hoje, estima-se que existam resíduos na ordem dos trilhões, totalizando mais de 260.000 toneladas de resíduos de plástico vagando pelos oceanos. Estes resíduos com vida útil muito grande e tempo de degradação muito longo, não só poluem as águas, como também são perigosos para a vida oceâni
Segundo levantamentos feitos, hoje, estima-se que existam resíduos na ordem dos trilhões, totalizando mais de 260.000 toneladas de resíduos de plástico vagando pelos oceanos. Estes resíduos com vida útil muito grande e tempo de degradação muito longo, não só poluem as águas, como também são perigosos para a vida oceâni
Ricky Rocha Por Ricky Rocha 20/10/2019
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Estamos sempre abordando o assunto ecologia em nossas matérias. Não passa um dia sem que seja publicada uma notícia sobre como o lixo chega aos nossos oceanos, nas diversas mídias Esperamos que com estes alertas, mais e mais esforços sejam dedicados a mudar o rumo dos acontecimentos no que diz respeito a poluição das águas.

Segundo levantamentos feitos, hoje, estima-se que existam resíduos na ordem dos trilhões, totalizando mais de 260.000 toneladas de resíduos de plástico vagando pelos oceanos. Estes resíduos com vida útil muito grande e tempo de degradação muito longo, não só poluem as águas, como também são perigosos para a vida oceânica.

Nós do LIVENEWS vamos divulgar aqui, mais um capítulo, desta luta, uma história, real para que sirva de exemplo, de como devemos cuidar de nosso lixo, para que não prejudique a vida oceânica.

Mergulhadores de Lembeh, na Indonésia, durante um mergulho se depararam com uma situação inusitada. Eles tentam convencer um polvo venoso filhotinho, a mudar de “casa” – de um copo de plástico transparente, para conchas do mar.

Pall Sigurdsson e outros mergulhadores viram por acaso em um polvo bebê em um copo de plástico

“Não ande com esse copo.”

 

Ao conceder uma entrevista ao Bored Panda, Pall Sigurdsson, que é engenheiro e entusiasta de mergulho da Islândia, afirmou que gosta de filmar os animais que encontra durante suas aventuras subaquáticas.

“Olhe, pegue essa concha.”

Quando perguntado sobre seu encontro com o polvo bebê , ele explicou:

“Esse era nosso terceiro mergulho naquele dia, e todos estávamos começando a ficar um pouco cansados.

Meu companheiro de mergulho me fez um sinal indicando que ele havia encontrado um polvo e me pediu ajuda.

“Não?”

A equipe se empenhou tanto em ajudar o polvo, que quase ficou sem ar

A equipe de mergulhadores começa a procurar por mais conchas.

“Não é a primeira vez que vejo polvos fazendo casas com lixo. Eles são animais inteligentes e usam seu ambiente em proveito próprio, e o lixo é uma parte permanente de seu ambiente agora ”, continuou Sigurdsson.

“No entanto, o polvo com seus tentáculos macios não sabia que este copo praticamente não oferece proteção e, em um ambiente competitivo como o oceano, esse copo era uma sentença de morte garantida.”

Sigurdsson e outros mergulhadores estavam tão dedicados a ajudar esse pequeno polvo venoso, que despenderam todo o mergulho e muito oxigênio para o ajudar. No final, eles conseguiram convencer o novo amigo a mudar de “imóvel”.

Mas o seu oxigénio está quase acabando

Eles ofereceram várias conchas até que o polvo finalmente escolheu uma

Essa é perfeita!

Os polvos venosos nascem com o instinto de se protegerem e procuram (por norma) conchas para fazerem delas uma casa móvel.

No entanto, na ausência de materiais naturais, eles também buscam o que encontraram no fundo do oceano, como nosso lixo e resíduos, no caso, copos ou recipientes vazios de plástico.

“Não! Deixe o copo!”

Isso não apenas significa que o polvo se torna vulnerável aos predadores, por causa do plástico transparente, como também significa que os predadores comem o polvo junto com o plástico.

É provável que o predador também morra ou fique enfraquecido, a um nível em que um outro predador maior o possa atacar, continuando o ciclo de poluição plástica.

Foi perguntado a Sigurdsson se o lixo é uma ocorrência comum em sua experiência de mergulho e ele respondeu:

“Há dias bons e dias ruins, dependendo das correntes oceânicas. Alguns dias, você vê tanto lixo que é quase impossível filmar criaturas marinhas sem incluir também o lixo.”

“Tento o máximo possível fazer as pessoas verem o oceano quando ele está ‘melhor’. Certa vez, vi uma família de peixes anêmona vivendo ao lado de uma bateria corroída. Isso foi de partir o coração” – suspirou Sigurdsson.

Espere, você se esqueceu da outra parte!

O polvo adorável quase esqueceu sua outra metade da concha

Muito melhor, certo?

O plástico é o principal poluente nos oceanos e todos temos o dever de tornar os oceanos um lugar melhor. Sigurdsson elaborou isso dizendo: “A maioria dos lixo afunda (incluindo plástico). E a maioria das pessoas fala apenas das partes que consegue ver, ou seja, as partes que flutuam, mas essa é apenas uma pequena parte do problema. ”

Abaixo podem assistir o vídeo completo de Sigurdsson e sua equipe persuadindo o polvo a mudar de “casa”:

Video do polvo filhote em copo plástico

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