Médicos reanimam mulher após 6 horas de parada cardíaca
Audrey não apresentava sinais vitais ou atividade cardíaca e sua temperatura corporal era de 18°C.
Audrey não apresentava sinais vitais ou atividade cardíaca e sua temperatura corporal era de 18°C.
Caio Machado Por Caio Machado 06/12/2019
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Médicos espanhóis disseram que conseguiram salvar a vida de uma britânica que passou mais de seis horas em parada cardíaca. A paciente, chamada Audrey Marsh, sofreu hipotermia em 3 de novembro durante uma excursão nas montanhas.

"É como um milagre", reconheceu Audrey.

O médico Eduard Argudo, responsável pela reanimação no hospital Vall d'Hebron, disse que foi a parada cardíaca mais longa com recuperação já documentada na Espanha.

"Nos Alpes e na Escandinávia existem casos documentados semelhantes", disse o médico à AFP.

No dia 3 de novembro, Audrey perdeu a consciência por volta das 13h quando foi surpreendida por uma tempestade de neve. Ela estava com o marido em uma travessia pelos Pireneus (cordilheira no norte da Espanha).

Quando a equipe de resgate os alcançou às 15h35, Audrey não apresentava sinais vitais ou atividade cardíaca e sua temperatura corporal era de 18°C.

As primeiras manobras de ressuscitação não tiveram efeito e ela foi levada de helicóptero para o hospital de Barcelona, que possui um dispositivo inovador chamado ECMO.

Este dispositivo, usado pela primeira vez na Espanha para ressuscitação, consiste em uma máquina que se conecta ao sistema cardíaco do paciente para substituir a função pulmonar e cardíaca.

A máquina retira o sangue de uma veia, o aquece, o oxigena e o reintroduz no corpo através de uma artéria.

Por volta das 21h45, mais de seis horas depois que as equipes de resgate a encontraram em parada cardíaca e quando seu corpo já havia atingido 30 graus, os médicos tentaram ressuscitá-la.

"Decidimos realizar uma descarga elétrica para tentar despertar seu coração e foi assim que aconteceu", disse Argudo.

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