Livro desvenda diferencial do cérebro dos japoneses
Obra do médico neurocirurgião Raul Marino Júnior, que será lançada em 12 de abril, às 18 horas, na Academia Paulista de Letras, mostra como o estudo e a prática do Kanji, um dos três sistemas de escrita dos japoneses, levaram ao maior desenvolvimento e uso do lado direito do seu cérebro
Obra do médico neurocirurgião Raul Marino Júnior, que será lançada em 12 de abril, às 18 horas, na Academia Paulista de Letras, mostra como o estudo e a prática do Kanji, um dos três sistemas de escrita dos japoneses, levaram ao maior desenvolvimento e uso do lado direito do seu cérebro

Créditos do fotógrafo Divulgação

Redação Por Redação 11/04/2018
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"O Cérebro Japonês — A importância da língua japonesa" (Telucazu Edições) resulta do profundo conhecimento do autor sobre a cultura, idioma, costumes, filosofia e história do País do Sol Nascente, que visita com frequência, para proferir palestras e participar de congressos.

Raul Marino Jr., doutor pela Universidade de São Paulo (USP) e introdutor no Brasil da Neurocirurgia Funcional, explica que é no lado direito do cérebro que são mais reconhecidos o desenho, a música, os poemas e a religião, assim como os caracteres do Kanji, que são uma especial forma artística.

O alfabeto convencional do Ocidente e os outros dois sistemas de escrita do Japão (Hiragana e Katakana) são mais reconhecidos pelo lado esquerdo.

Por isso, se um japonês perder as funções de uma das duas partes do cérebro, devido a um derrame, meningite ou qualquer outra causa, continuará comunicando-se por meio da parte preservada. Este é um diferencial significativo em relação aos ocidentais, que utilizam menos o lado direito.

"O livro, lançado pela primeira vez em 1989, pelo editor independente Massao Ohno, teve sua única edição rapidamente esgotada.

Agora, seu relançamento, com apoio da Academia Paulista de Letras, da qual Raul Marino Júnior é membro, e da Academia Nipo-Brasileira de Escritores, traz de volta um fascinante tema ligado à neurologia, linguística e à cultura japonesa", salienta o organizador da nova edição, Hidemitsu Miyamura.

Além disso, conforme consta nos destaques de suas capas, a obra comemora os 110 anos da imigração japonesa, que transcorrem em 2018, celebrando a amizade entre dois povos.

A presente edição contém um exclusivo encarte com entrevista do autor, na qual ele explica, dentre outros aspectos, a origem de seu interesse relativo ao cérebro dos japoneses:

"Fui umas doze vezes ao Japão, para participar de congressos e dar palestras de neurocirurgia. Nessas viagens, eu passei a me interessar pela cultura e civilização do Japão, principalmente, pelas artes em geral e, através das artes marciais em particular, fiquei empolgado com a 'cabeça do japonês' e passei a interessar-me pelas suas características."

Raul Marino Júnior ressalta, ainda, ter conhecido estudo de um professor da Universidade de Tóquio sobre as peculiaridades do cérebro dos japoneses. Dedicou-se, então, a pesquisar o caso do cérebro dos brasileiros e entender as diferenças.

O livro, assim como o encarte com a entrevista, é bilíngue. A metade da edição, da direita para a esquerda, é em português e a outra parte, em japonês.

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