Justiça do Rio cobra Cedae por plano de monitoramento da água
Desde o início do ano, moradores de diferentes bairros do Grande Rio relatam que a água das torneiras chega com cheiro e gosto de terra.
Desde o início do ano, moradores de diferentes bairros do Grande Rio relatam que a água das torneiras chega com cheiro e gosto de terra.
Caio Machado Por Caio Machado 26/01/2020
    Compartilhe:

A Justiça do Rio determinou que a Cedae apresente “de imediato” um plano de monitoramento da água tratada e distribuída aos fluminenses.

A decisão é da 2ª Vara Empresarial do Rio. A companhia terá de detalhar os índices que, segundo ela, garantem que a água é potável e verificar como está a rede de distribuição.

A Cedae informou tratar-se da geosmina, uma enzima produzida por cianobactérias, mas assegurou que o fenômeno não afetou a potabilidade da água.

Para a Justiça, a Cedae terá de a comprovar o cumprimento da sentença a que foi condenada, em junho do ano passado, em ação movida pelo Ministério Público.

Um laudo técnico juntado ao processo atesta que a potabilidade, em alguns períodos entre os anos de 2009 a 2014, ficou abaixo dos parâmetros estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

Foi fixada também uma indenização de R$ 50 mil, a título de danos morais coletivos, ao Fundo Estadual de Conservação Ambiental (Fecam). A Cedae recorreu.

No entanto, diante da crise no abastecimento, o Ministério Público entrou com pedido de cumprimento provisório da sentença.

Comente com o facebook

Publicidade