Jornal 'Antizap' vira destaque em missas de SP, entenda!
A primeira edição do jornal 'Antizap', que é nada mais nada menos do que uma iniciativa dos coletivos Igreja Povo de Deus em Movimento, RaiZ -Movimento Cidadanista e CIFA Itaquera para a campanha petista, e já começou a ser distribuído
A primeira edição do jornal 'Antizap', que é nada mais nada menos do que uma iniciativa dos coletivos Igreja Povo de Deus em Movimento, RaiZ -Movimento Cidadanista e CIFA Itaquera para a campanha petista, e já começou a ser distribuído

Créditos do fotógrafo Reprodução

Daiane Siquelli Teófilo Por Daiane Siquelli Teófilo 24/10/2018
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O padre Paulo Sérgio Bezerra deu início à missa matinal do último domingo (21), com o seguinte texto: "Convocamos a todos a superar a raiva contra o PT e, neste momento, assumir sentimentos mais nobres de amor à frágil democracia brasileira, em perigo de total destruição pelo que significa eventual vitória de Bolsonaro."  Na paróquia Nossa Senhora do Carmo, em Itaquera, zona leste de São Paulo. Em suas redes sociais, Bezerra fez campanha para o candidato à Presidência do PSOL, Guilherme Boulos, no primeiro turno. Agora, apoia o petista Fernando Haddad.

Além dos comentários durante a celebração, no fim da primeira missa e das duas seguintes no domingo, foi distribuída a primeira edição do jornal Antizap, uma iniciativa dos coletivos Igreja Povo de Deus em Movimento, RaiZ -Movimento Cidadanista e CIFA Itaquera. O nome Antizap surgiu como contraponto à distribuição de notícias falsas pelo aplicativo de mensagens WhatsApp.

A publicação elenca dez tópicos, dentre eles, violência, fé e igualdade de gênero, em que cita falas e atitudes do candidato Jair Bolsonaro (PSL), um "discurso cheio de mentiras, intolerância e de pregação da violência", defende o editorial escrito pelos responsáveis do folhetim.

Depois da primeira missa, membros dos coletivos distribuíram o jornal na feira que é realizada semanalmente na rua ao lado da paróquia. A ação foi rebatida por alguns moradores eleitores do capitão reformado.

"Se eleger o Haddad, quem governa é o Lula", "Quem disse que o Bolsonaro vai ser ruim? Vamos apostar, ele é novo na política", "Aqui todo mundo vai votar nele [Bolsonaro] porque o PT não pode voltar" e "Todos os argumentos de vocês não nos convenceram. Abre o olho!" foram alguns dos comentários ouvidos em meio ao clima antipetista na feira.

Os membros do coletivo afirmaram não ser petistas, mas dizem que a democracia do país passa por Haddad. Por receio, pediram à reportagem para não serem identificados.

"A gente precisava estar fazendo isso antes, aqui estão imperando as fake news", disse uma das integrantes.Procurada, a diocese de São Miguel Paulista não respondeu se há alguma violação das determinações da igreja no apoio aos candidatos.

De acordo com padres da região, apesar de não apoiar posicionamentos partidários de seus membros, a Igreja Católica não prevê punição formal para quem envolve política nas celebrações.

Em abril, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) emitiu uma nota orientando seus seguidores a realizarem as melhores escolhas na urna, mas sem citar candidatos específicos.

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