Jair Bolsonaro e governo italiano entram em acordo sobre extraditação de Battisti
Ex-ativista italiano, condenado em seu país, está vivendo atualmente no Brasil
Ex-ativista italiano, condenado em seu país, está vivendo atualmente no Brasil

Créditos do fotógrafo Foto / Divulgação

Marcio Azevedo Por Marcio Azevedo 05/11/2018
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O embaixador italiano no Brasil, Antonio Bernardini, afirmou que o desejo de Jair Bolsonaro de extraditar o ex-ativista Cesare Battisti vai na mesma direção dos interesses do governo italiano.
Bernardini esteve hoje (05/11) na residência do presidente eleito, na Barra da Tijuca, permanecendo no local por cerca de uma hora.

Ainda durante sua campanha, Jair Bolsonaro declarou várias vezes que, caso fosse eleito, extraditaria Battisti, que vive no Brasil desde 2004. Battisti foi condenado à prisão perpétua na justiça italiana, pela morte de quatro pessoas na década de 1970, quando integrava o partido Proletários Armados para o Comunismo, grupo de extrema esquerda.

Em 2009 o STF chegou a autorizar a extraditação solicitada pelo governo italiano. Mas em 2010, o então presidente Lula, em seu último dia de governo, negou a medida.
Em outubro de 2017, o governo italiano refez o pedido. Uma semana antes, a defesa do italiano entrou com pedido de habeas corpus no STF para impedir uma eventual extradição, deportação ou expulsão do país. O processo está sob a relatoria do ministro Luiz Fux e ainda não possui previsão de uma decisão.

O embaixador italiano reforçou nesta segunda que o governo da Itália deseja a extradição de Battisti, que em 2015 casou com uma brasileira, com quem teve um filho. De acordo com Bernardini, Bolsonaro e o governo italiano possuem uma visão parecida sobre o caso.

Bernardini declarou o seguinte: "O caso Battisti é muito claro. A Itália está pedindo extradição. O caso está sendo decidido no STF, e esperamos que a decisão seja tomada no menor tempo possível. Eu acho que o Bolsonaro tem a mesma ideia que temos do Battisti".

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