Italiana sobrevive à morte em três atentados
Giorgia Ranzato comemorou nesta quarta seus 25 anos, e motivos para festa não faltam: ela conseguiu “escapar” de três atentados terroristas em sua vida, sendo o último deles ocorreu em
Giorgia Ranzato comemorou nesta quarta seus 25 anos, e motivos para festa não faltam: ela conseguiu “escapar” de três atentados terroristas em sua vida, sendo o último deles ocorreu em
Caio Machado Por Caio Machado 13/12/2018
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Giorgia Ranzato comemorou nesta quarta seus 25 anos, e motivos para festa não faltam: ela conseguiu “escapar” de três atentados terroristas em sua vida, sendo o último deles ocorreu em Estrasburgo, na França na última terça-feira.   

O primeiro caso foi em janeiro de 2015. Ranzato havia acabado de chegar a Paris, onde iniciaria um programa de intercâmbio. Ao chegar ao apartamento em que iria morar, soube do ataque à redação do jornal satírico francês “Charlie Hebdo”, que foi invadido por terroristas que mataram 12 pessoas. A jovem também estava em Bruxelas em 2016, quando a cidade foi atingida por três explosões reivindicadas pelo grupo jihadista Estado Islâmico:

“Eu estava na cidade havia apenas dez dias, para um estágio na União Europeia.   

"Naquela manhã, minha prima estava vindo do aeroporto, chegando em casa para a Páscoa. Uma das duas bombas explodiu e ela se salvou por pouco. Eu ainda estava em casa quando soube que ela estava bem”, disse a jovem.

“Mesmo assim, eu pensei que era seguro pegar o metrô para chegar ao meu escritório. Estava na zona de Maelbeck [estação onde ocorreu uma das explosões] e estava descendo as escadas do metrô quando um telefonema me fez parar: era a explosão de uma terceira bomba, após as duas anteriores no aeroporto e no metrô.   

Se tivesse descido, teria arriscado ser atingida. Em duas estações, estaria lá”, relata.   

Giorgia Ranzato trabalha atualmente em Estrasburgo na França, local de um atentado a tiros em um mercado de Natal, que terminou com a morte de três pessoas. “Às 20h, estávamos em uma reunião e, por ironia, o tema do grupo de social-democratas era terrorismo. A reunião foi interrompida por uma deputada que deu a noticia de que o ataque estava em curso.   

As operações começaram com a evacuação de todos os deputados, escoltados pela polícia nos carros do Parlamento, depois os funcionários e assistentes foram retirados.

"Cheguei à casa em que me hospedava às 4 da manhã”, descreve.   

“Na noite seguinte, pensei: ‘agora chega, não é possível!’ .

Não são coisas previsíveis, então é inútil ficar preso em casa.

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