Ídolo do futebol inglês se revolta com redução salarial pelo coronavírus
"Os últimos dias foram uma desgraça", diz Wayne Rooney
Caio Machado Por Caio Machado 05/04/2020
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Wayne Rooney, veterano do Derby County, e Danny Rose, lateral do Newcastle, estão indignados com o governo britânico. Ambos estão insatisfeitos com a forte pressão para que os jogadores na Inglaterra reduzam seus salários durante a pandemia do novo coronavírus.

- Todos queremos que as coisas avancem. Conversas neste sentido já haviam sido iniciadas antes de pessoas alheias ao mundo do futebol expressarem suas críticas. Não precisamos de pessoas que não têm nada a ver com o futebol nos digam o que temos que fazer com nosso dinheiro - criticou Rose, no mesmo dia que um hospital londrino informou ter recebido do jogador uma doação de 19.000 libras (R$ 125 mil).

- Os últimos dias foram uma desgraça. Parece que é algo para envergonhar os jogadores... Será que estão desesperados para tirar a atenção de como o governo está lidando com essa pandemia - questionou Rooney.

Ambos fazem referência clara às declarações da última quinta-feira (do ministro de Saúde britânico, Matt Hancock, que pediu aos jogadores profissionais que assumam sua parte do "esforço nacional" a nível econômico, num momento em que o país, como muitos outros, atravessa grave crise devido às medidas de confinamento da população diante da propagação do coronavírus.

Os dirigentes dos clubes da Premier League querem que os jogadores renunciem a 30% de seus salários para aliviar o impacto econômico provocado pela crise do coronavírus, que interrompeu todas as competições esportivas no país e em boa parte do mundo. Diferentemente da maioria dos outros países europeus, os jogadores a Premier League ainda não reduziram seus salários.

Desde a paralisação por causa da pandemia, no início de março, os jogadores e os clubes têm enfrentado duras críticas do governo e dos jornais locais. Na última semana, quatro clubes da primeira divisão, Tottenham, Bournemouth, Norwich e Newcastle, anunciaram o corte de 80% dos salários de funcionários que ganham até 2,5 mil libras mensais.

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