Google proíbe funcionários de usarem Zoom devido à segurança
O CEO da empresa pediu desculpas pelas falhas e prometeu consertar todas as vulnerabilidades o mais rápido possível.
O CEO da empresa pediu desculpas pelas falhas e prometeu consertar todas as vulnerabilidades o mais rápido possível.
Caio Machado Por Caio Machado 09/04/2020
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A Google proibiu que seus funcionários utilizem o programa de videoconferências Zoom durante o período de isolamento social. O serviço, que ganhou muita popularidade durante a pandemia do novo coronavírus, também virou assunto pelas diversas falhas de segurança e vulnerabilidades acumuladas.

A informação teria sido enviada na semana passada por email. A mensagem cita que o programa não está aprovado para ser usado fora da rede da empresa por "não atender aos padrões de segurança". Somente os colaboradores da empresa que têm o Zoom instalado nos notebooks corporativos receberam o recado.

Essa medida vale apenas para os aparelhos usados para trabalho e para conferências relacionadas à Google — ou seja, funcionários que ainda quiserem usar o serviço para se comunicar com parentes e amigos por outro dispositivo ou até via mobile estão autorizados normalmente. Aqui no Brasil, a Anvisa tomou a mesma medida em relação aos colaboradores.

Com muitas empresas em regime de home office, o Zoom foi escolhido como uma das alternativas mais populares — apesar não ser a única. A empresa, que fez a oferta pública de ações no ano passado, registrou uma média de 200 milhões de usuários diários no último mês, sendo que o número em dezembro de 2019 era de 10 milhões de pessoas conectadas por dia.

Entretanto, rapidamente vieram os problemas de segurança. Já com um histórico de insegurança em alguns dispositivos da Apple, especialistas descobriram que o Zoom também enviava dados de usuários do iOS para o Facebook, mesmo se você não tivesse conta na rede social, e tinha uma fala em iMac que permitia o controle de de microsofones e webcams. Além disso, chamadas como aulas e reuniões passaram a ser alvo de invasões facilmente realizadas por meio da URL da conferência, que não eram tão criptografadas quanto o serviço alega.

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