Globo desmascara esquema ‘Guardiões do Crivella’ contra imprensa livre
No esquema, funcionários pagos com dinheiro públicos vão para a porta de hospitais coagir cidadãos e o trabalho de jornalistas
No esquema, funcionários pagos com dinheiro públicos vão para a porta de hospitais coagir cidadãos e o trabalho de jornalistas
Ricky Rocha Por Ricky Rocha 31/08/2020
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Nesta segunda-feira, 31, a Rede Globo veiculou no RJTV 2 edição e foi divulgando e todos os seus jornais, uma reportagem intitulada “Guardiões do Crivella”, que revelou um esquema montado pela Prefeitura do Rio de Janeiro, onde funcionários com cargos de comissão - cargos de confiança e nomeados livremente pelos administradores públicos, pagos com dinheiro público, que têm a função de atrapalhar os repórteres das emissoras, em especial da Rede Globo, com gritos de “Globo lixo” e “fake news” .

Com a repercussão da matéria, o político virou meme na web e seu nome foi parar nos assuntos mais comentados do Twitter.

guardiões do crivella

Crédito: Reprodução/TwitterGlobo 

O objetivo dos “Guardiões do Crivella” é coibir jornalistas e entrevistados de denunciarem problemas em unidades municipais de Saúde.

Para flagrar os servidores públicos na ação ilícita, a Globo forjou uma reportagem em frente a um hospital. A partir daí, a emissora revelou que os intimidadores são coordenados por três grupos em WhatsApp. Dessa forma, eles obedecem uma escala rígida de horário, com direito a “ponto digital” por meio de selfie no local onde deveriam impedir a ação da imprensa.

Num dos grupos, um telefone dos participantes é registrado como sendo do próprio prefeito, Marcelo Crivella.

“O prefeito Crivella, acompanha pessoalmente no grupo, os relatórios e tem vezes que ele escreve lá: “Parabéns! Isso aí!”, contou à TV Globo um dos participantes.

A reportagem ainda mostrou prints dos grupos. Neles, os funcionários são orientados para atrapalhar reportagens, por meio de intimidação direta ao cidadão que reclama e à equipe de jornalismo. A Globo mostrou três ocasiões em que houve a ação dos funcionários da Prefeitura, que chegam a receber mensalmente cerca de R$ 4 mil  dos cofres públicos.

No WhatsApp, um dos grupos que reúnem funcionários pagos com dinheiro do contribuinte para tentar calar a população se chama “Guardiões do Crivella”.

Após a veiculação da reportagem o nome do prefeito do Rio de Janeiro foi parar nos assuntos mais comentados do Twitter.

Diversos memes surgiram criticando Crivella. Nos posts houve tom de deboche com a situação considerada absurda, mas também houve quem não conseguiu fazer piada com a situação e postou indignado. 

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