Ex presidente Collor é denunciado por contratos irregulares que renderam R$ 240 milhões.
A PGR (Procuradoria Geral da República) apresentou denuncia contra o senador licenciado Fernando Collor de Mello (Pros-AL) ao STF (Supremo Tribunal Federal) pela prática de crime de peculato -- quando se abusa da confiança
A PGR (Procuradoria Geral da República) apresentou denuncia contra o senador licenciado Fernando Collor de Mello (Pros-AL) ao STF (Supremo Tribunal Federal) pela prática de crime de peculato -- quando se abusa da confiança
Ricky Rocha Por Ricky Rocha 30/05/2019
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A PGR (Procuradoria Geral da República) apresentou denuncia contra o senador licenciado Fernando Collor de Mello (Pros-AL) ao STF (Supremo Tribunal Federal) pela prática de crime de peculato -- quando se abusa da confiança para subtrair ou desviar de recursos públicos. Essa é a 10ª denúncia apresentada pela PGR contra Collor no âmbito da Operação Lava Jato no Supremo.

Nesta denúncia, Collor é acusado de atuar junto á BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras, para que esta, firmasse contratos com a Laginha Agro Industrial. O grupo sucroalcooleiro pertence a um amigo de Collor, o também alagoano João Lyra, que decretou falência em 2012.

Os contratos, segundo a denúncia, teriam rendido ao empresário R$ 240 milhões.

O crime teria sido praticado em 2010, ano em que tanto Collor quanto Lyra disputavam cargos eletivos (governador e deputado federal, respectivamente). Enfrentando dificuldades financeiras, o empresário teria pedido ajuda ao senador, que por sua vez teria agendado uma reunião com a BR Distribuidora, no Rio de Janeiro.

Os dois propuseram à empresa que firmassem um contrato para a compra de safra futura de álcool da Laginha no valor de R$ 1 bilhão.

Nesta ocasião, o então presidente da subsidiária teria dito a Collor que encontraria uma solução para o problema, já que a empresa tinha como regra não efetuar mais compras de safras futuras, por ter sofrido prejuízos de usineiros inadimplentes no passado.

Foram então, assinados, três contratos "negociados e firmados em tempo recorde", segundo a PGR.

Estes contratos teriam permitido que Lyra usasse os valores que receberia, como garantia, e com isto, possibilitou a abertura de crédito em bancos públicos e privados, além da própria subsidiária da Petrobras.

"Estes contratos também garantiram o fornecimento de diesel e lubrificantes à empresa, naquele momento, em situação falimentar, e ainda geraram um contrato mútuo em dinheiro, no valor de R$ 5 milhões", informa a PGR.

O próprio BNDES já havia negado empréstimo ao grupo sucroalcooleiro após analise de sua situação financeira.

A BR Distribuidora veio a ter prejuízo, visto que, a Laginha Agro Industrial não conseguiu cumprir com os contratos. A situação ficou pior ainda, após a empresa decretar falência..

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