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Estreia esta semana, Minha Fama de Mau, de Erasmo Carlos
Com estreia marcada para 14 de fevereiro, ou seja, esta 5 feira, o longa foi livremente inspirado na autobiografa homônima de Erasmo Carlos
Com estreia marcada para 14 de fevereiro, ou seja, esta 5 feira, o longa foi livremente inspirado na autobiografa homônima de Erasmo Carlos
Ricky Rocha Por Ricky Rocha 13/02/2019
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O filme faz um recorte na vida de Erasmo, de sua juventude, quando ainda sonhava com a fama ao lado dos amigos da Rua do Matoso, como Tim Maia e Arlenio (Golden Boys) Livio, ao estremecimento e a reaproximação da amizade com Roberto, no final da década de 70, passando pela explosão que foi a Jovem Guarda, contando a história do nascimento de uma das maiores parcerias musicais do Brasil: Roberto e Erasmo Carlos.

Com estreia marcada para 14 de fevereiro, ou seja, esta 5 feira, o longa foi livremente inspirado na autobiografa homônima de Erasmo Carlos (“Erasmo Carlos: Minha Fama de Mau”, Editora Objetiva) e tem produção da LMC LaToller e da Indiana Produções, coprodução Globo Filmes, Telecine e Universal Pictures e distribuição da Downtown Filmes e Paris Filmes. O longa é um investimento do BNDES, BB DTVM e TIM, patrocínio da Taesa, GL Events, RioCentro e RioFilme, produção musical da Universal Music e Coqueiro Verde, além de apoio cultural da CiaRio e Naymar.

"Minha Fama de Mau" é um mergulho emocionante na música e na vida de Erasmo Carlos que, com cabeça de homem e coração de menino, se tornou o “Tremendão”, símbolo vivo do rock nacional.

Elenco:

Chay Suede – Erasmo Carlos

Gabriel Leone – Roberto Carlos

Malu Rodrigues – Wanderléa

Bianca Comparato – Nara, Samara, Clara, Lara e Sara

Bruno de Lucca – Carlos Imperial

João Vitor - Trindade

Vinicius Alexandre – Tião

Felipe Frazão - Arlênio

Participações especiais :

Isabela Garcia – Diva

Paula Toller - Candinha

ficha técnica:

Direção: Lui Farias

Produção: Marco Altberg e Lui Farias

Produtor Associado: Léo Esteves

Roteiro: L.G. Bayão, Lui Farias e Letícia Mey

Produção Executiva: Telmo Maia

Direção de Fotografia: Guy Gonçalves

Direção de Arte: Tiago Marques

Montagem: Natara Ney

Produção Musical: Max Pierre

Produção de Elenco: Marcela Altberg

Direção de Produção: Patrícia Zerbinato

Figurinista: Valeria Stefani 

Sinopse

Na Tijuca dos anos 60, o jovem Erasmo Carlos (Chay Suede) alimenta uma paixão: o Rock and Roll. Fã de Elvis, Bill Haley e Chuck Berry, ele aprende a tocar violão enquanto vive de sonhos, bicos e pequenas delinquências. Sua fama de roqueiro atrai Roberto Carlos (Gabriel Leone) e logo se tornam parceiros e amigos. Um enorme sucesso nacional chega com a Jovem Guarda, programa de televisão em que Roberto, Erasmo e Wanderléa (Malu Rodrigues) são a atração principal.

A turma do matoso e a explosão da jovem guarda

Foi na Tijuca dos anos 50, no Rio de Janeiro, que o rock brasileiro deu seus primeiros passos. Na Rua Hadock Lobo esquina com Matoso, ou mais precisamente no Bar do Divino, Erasmo Carlos, Roberto Carlos, Tim Maia, Jorge Ben e outros garotos se reuniam por um gosto em comum: a música. Os jovens aspirantes a artistas ficaram conhecidos como a “Turma da Matoso”. Foi nesta época que Tim Maia e Roberto Carlos davam seus primeiros passos com o grupo The Sputniks e Erasmo criava a banda The Snakes, com Arlênio Lívio, Edson Trindade e José Roberto. E foi Arlênio quem apresentou Roberto a Erasmo. A aproximação se deu, claro, por conta da música. Erasmo colecionava letras de músicas de rock e Roberto precisava da letra de “Hound Dog”, de Elvis Presley. Além da música, descobriram que tinham muito mais em comum: ambos eram fãs de Bob Nelson, James Dean, Marlon Brando, além de torcerem pelo Vasco da Gama. Desde então, tornaramse amigos e companheiros musicais e seu primeiro sucesso juntos foi “Parei na Contramão”, em 1963. Uma das amizades mais célebres da música brasileira, Erasmo e Roberto, juntos, são responsáveis por dezenas de canções que se tornaram clássicos. São sucessos como “é preciso saber viver”, “Sua Estupidez”, “Festa de Arromba”, “Emoções”, “Eu Sou Terrível”, “As Canções que Você Fez Pra Mim”, “Como é Grande O Meu amor Por Você”, “Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos”, “Se Você Pensa”, “Olha”, além de muitos outros. Para além da música, no cinema, a dupla também fez sucessos em filmes como “Roberto Carlos e o Diamante Cor de Rosa” (1970) e “Roberto Carlos a 300 Quilômetros por Hora” (1971), ambos dirigidos por Roberto Farias, pai de Lui, que agora dirige “Minha Fama de Mau”. Dois anos depois, em 1965, a consagração da dupla viria com o programa musical “Jovem Guarda”, na TV Record. Aeles se juntou Wanderléa, a Ternurinha, formando um trio que influenciou toda uma geração com suas músicas e estilo. Mais que um programa, a Jovem Guarda se tornou o primeiro movimento a introduzir o fenômeno mundial do rock no país. Elvis Presley e The Beatles eram claras influências artísticas. As letras das músicas da Jovem Guarda, geralmente, tinham como temática central o cotidiano dos jovens da década de 1960, como conquistas amorosas, carros, festas etc. Os principais nomes deste movimento passaram pelo programa de Erasmo, Roberto e Wanderléa, que logo se tornou um fenômeno de audiência, lotando o auditório do Teatro Record. 

Apesar do grande sucesso alcançado, a Jovem Guarda também sofreu com acusações e polêmicas na época. Parte do público, bem como uma parcela de artistas, dizia que o movimento era alienado, já que suas canções tinham uma temática ingênua e juvenil, e o país estava no meio de uma ditadura militar. Em 1968, com o fim do programa, a Jovem Guarda sofreu um esvaziamento. Muitos cantores migraram seus trabalhos para outros estilos musicais, como o sertanejo e o romântico. Ainda assim, a Jovem Guarda deixou um legado respeitável para a música brasileira.  

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