Espaço Itaú de Cinema Botafogo exibe Cabine Única RJ de “BORRASCA”
A sessão para a imprensa será dia 22 de abril, segunda-feira, às 10h30, no Espaço Itaú de Cinema Botafogo, no Rio de Janeiro.
A sessão para a imprensa será dia 22 de abril, segunda-feira, às 10h30, no Espaço Itaú de Cinema Botafogo, no Rio de Janeiro.

Créditos do fotógrafo Divulgação

Erre Soares Por Erre Soares 16/04/2019
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Borrasca foi um dos filmes da Mostra do Cine PE. Na trama dois amigos, Gabriel e Diego, se encontram em uma casa para conversarem sobre o falecimento de Enzo, um amigo dos dois que dividiu momentos bons e ruins entre eles, presos pela chuva, eles passam o tempo conversando sobre eles mesmos, sobre seu amigo e revelando traços de vida e personalidade de cada um.

O roteiro foi gerado a partir da obra teatral homônima do dramaturgo Mário Bortolotto, que também é ator do filme, e sua estrutura narrativa foi elaborada particularmente para o formato longa-metragem. A ação da peça se passa, originalmente, dentro de um apartamento, e tal circunstância foi o mote inicial para a escrita de um projeto capaz de se adequar ao orçamento proposto, com a potencialidade de ser realizado de maneira econômica e enxuta. No teatro, a narrativa é essencialmente verbal; nesta adaptação, o desafio foi apresentar as personagens explorando a linguagem audiovisual, e estabelecer um clima e tempos internos específicos para cada cena.

Borrasca é um temporal que chega acompanhado de uma ventania e parece forte o bastante para provocar catástrofes. Causa, entretanto, muito alarde para pouco estrago. A chuva, de curta duração, acaba sem deixar vestígios.

O texto, e consequentemente o filme, inspira-se nesta tempestade enganadora, e é fruto de uma questão insolúvel para o dramaturgo: quais acontecimentos na vida de uma pessoa são de fato uma tempestade de consequências calaminosas e quais não passam de uma borrasca? “Às vezes acontece algo que a gente acha muito importante e é uma besteira. Em outras, uma coisa aparentemente banal acaba tendo muito significado”, diz Bortolotto.

O filme inicia-se com estrondos de um temporal. O personagem Diego chega na casa do amigo Gabriel vindo do velório de um terceiro melhor amigo. Encontra Gabriel, um escritor um tanto amargurado, que parece estar melhor acompanhado pela bebida do que pela ex-mulher que o traiu com o amigo morto. A partir deste plote, conversam sobre temporais e “borrascas” da vida.

Como opção narrativa, o amigo morto não aparece em nenhuma cena, mas é uma espécie de terceiro personagem da trama: o vértice da discussão que se inicia entre Diego e Gabriel. Está sempre presente e tudo gira ao seu redor, conduzindo o filme e causando curiosidade no espectador. É como se os três personagens fossem partes do próprio autor. Bortolotto brigando com ele mesmo, já que o autor sempre se coloca em seus personagens.

Assim, o filme serve-se da história do falecido que age em vida sem medir consequências, despertando, em um dia de pesar na vida não muito tranquila dos amigos, um misto de dor e fascinação para refletir sobre liberdade, amizade, traição, solidão, amor e morte.

 A sessão para a imprensa será dia 22 de abril, segunda-feira, às 10h30, no Espaço Itaú de Cinema Botafogo, no Rio de Janeiro.

FICHA TÉCNICA

PRODUTORA: Kinoosfera Filmes e Desvio Filmes

DIRETOR: Francisco Garcia

PRODUTOR: Francisco Garcia, Ale Tastardi e André Gevaerd

ROTEIRISTA: Mário Bortolotto

FOTÓGRAFO: Alziro Barbosa

DIRETORA DE ARTE: Monica Palazzo

MONTADOR / EDITOR: Aloísio Araújo

MÚSICA ORIGINAL: Marcello Amalfi e Mário Bortolotto

ATORES: Mário Bortolotto (Gabriel) e Eldo Mendes (Diego)

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