ELEIÇÕES 2018: A diferença entre os votos e o impacto de cada um para o futuro
Saiba a diferença entre eles e quais impactos podem ter na corrida eleitoral 2018
Saiba a diferença entre eles e quais impactos podem ter na corrida eleitoral 2018

Créditos do fotógrafo Reprodução

Daiane Siquelli Teófilo Por Daiane Siquelli Teófilo 02/10/2018
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A descrença dos eleitores com a classe política ficou evidente nas últimos pleitos com a imensa quantidade de votos brancos e nulos, e o fenômeno pode se repetir nas eleições 2018.  Abstenção é quando o eleitor simplesmente deixa de comparecer à urna. E qual é a diferença entre voto nulo e voto em branco?

Apesar de o voto no Brasil ser obrigatório, o eleitor, de acordo com a legislação vigente, é livre para escolher o seu candidato ou não escolher candidato algum. Ou seja: o cidadão é obrigado a comparecer ao local de votação, ou a justificar sua ausência, mas pode optar por votar em branco ou anular o seu voto.

VOTO NULO:

Atualmente, é considerado nulo o voto quando o eleitor digita na urna eletrônica um número que não é de nenhum dos candidatos que participam das eleições. Após escolher o número inexistente, o eleitor que quer anular seu voto precisa apertar a tecla verde ''confirma'' para completar o processo. Porém, é importante frizar que o eleitor que deseja anular seu voto fique atento, pois ao colocar uma sequência de dígitos aleatória ele pode acabar escolhendo o número de alguém que está registrado no pleito.

Se isto acontecer, a urna eletrônica indicará o candidato que corresponde aquele número e o eleitor precisará apertar a tecla vermelha ''corrige'' e recomeçar o processo. Os votos nulos não são considerados válidos e, por esse motivo, não fazem diferença no resultado final das eleições.

VOTO EM BRANCO:

De acordo com o TSE, o voto em branco é aquele em que o eleitor não manifesta preferência por nenhum dos candidatos. Para votar em branco é necessário que o eleitor pressione a tecla “branco” na urna e, em seguida, a tecla “confirma”. Os votos brancos não são considerados válidos e, por esse motivo, não fazem diferença no resultado final das eleições. Na prática a única diferença existente entre ambos é a maneira como são feitos.

VOTO VALIDO:

Atualmente, vigora no pleito eleitoral o princípio da maioria absoluta de votos válidos, conforme a Constituição Federal e a Lei das Eleições. Este princípio considera apenas os votos válidos, que são os votos nominais e os de legenda, para os cálculos eleitorais, desconsiderando os votos em branco e os nulos. A contagem dos votos de uma eleição está prevista na Constituição Federal de 1988 que diz: "é eleito o candidato que obtiver a maioria dos votos válidos, excluídos os brancos e os nulos".

ELEIÇÃO PROPORCIONAL ( Câmara dos Deputados e Câmara dos Vereadores.)

Já no que diz respeito às eleições proporcionais, utilizadas para os cargos de deputado federal, deputado estadual e vereador, a situação muda e os votos nulos e brancos passam a interferir no resultado das eleições. É que para ser eleito a um desses cargos, o candidato precisa alcançar o quociente eleitoral, que é o índice que determina o número de vagas que cada partido vai ocupar no legislativo, obtido pela divisão do número de votos válidos (votos atribuídos aos candidatos ou à legenda) pelo de vagas a serem preenchidas. Desse modo, quanto maior for a quantidade de votos nulos e brancos, menor será o quociente eleitoral e mais fácil será para o candidato conquistar a vaga. É por esse motivo que muitas vezes um candidato obtém menos votos que outros e é eleito, puxado pela votação expressiva de outro candidato do partido ou pelos votos da legenda.

Independente de como você irá votar nesse ano de 2018, vote consciente!

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