Dress Code: roupa certa para trabalhar ainda existe ou é ultrapassado?
Consultora de negócios e empreendedorismo Ellen Moraes afirma que a roupa ajuda a construir uma imagem junto a colegas e clientes, mas isso não significa não ter estilo próprio
Consultora de negócios e empreendedorismo Ellen Moraes afirma que a roupa ajuda a construir uma imagem junto a colegas e clientes, mas isso não significa não ter estilo próprio

Créditos do fotógrafo Reprodução / MF Press Global

Erre Soares Por Erre Soares 01/10/2020
    Compartilhe:

Existe uma roupa certa para trabalhar? Depende. “Não existe uma regra que seja universal, a gente acaba adotando o social, mas essa questão varia conforme a cultura organizacional da empresa”, afirma a consultora em empreendedorismo, negócios e estilo Ellen Moraes.A consultora explica que certas regras vêm caindo, mas o bom senso é o segredo sempre.

De acordo com Ellen, varia muito. “Empresas da área de tecnologia costumam ter uma política mais liberal, pois muitas têm pessoas jovens nos altos cargos”, explica a especialista. A consultora destaca que a cultura organizacional traduz muito a personalidade do dono da empresa e também do cliente, “claro que a grande maioria têm em seus valores a busca pelo resultado, muitas realmente prezam também pelo bem estar de seus colaboradores e acreditam que a livre expressão de quem são, incluindo estilo e personalidade, fazem parte disso, não sendo necessário se adequar a um padrão de vestimenta”, explica. Faz parte deste modelo a imagem de inovação, portanto, muitos destes executivos sequer usam terno e gravata. “Já as empresas e cargos mais tradicionais são consideradas pela geração milenium e Y mais booring (chato), pois têm os seus padrões definidos”, destaca Ellen.

Portanto existe o dress code, mas não é algo padrão para todas as empresas. Aquela dica de jamais usar calça jeans para ir trabalhar ou para uma entrevista de emprego está desatualizada. Basta entender o ambiente e a cultura do local. O mesmo vale para piercings e tatuagens. “Estamos passando ainda por um momento de transição e dependendo do cargo ainda é too much pensar em alguém muito tatuado, por exemplo. Isso tem que ser observado na cultura organizacional de cada instituição”, pondera. Se houver dúvida, o conselho de Ellen Moraes é optar pelo tradicional e discreto. “A roupa sempre transmite uma mensagem aos colegas, superiores e clientes”, um médico, por exemplo, com aspecto sujo ou desleixado não vai passar segurança aos pacientes, “nós o identificamos pelo estilo de vestimenta, pelo branco, suave e sutil, do contrário, se você vê um médico descaracterizado da sua vestimenta habitual, até é possível duvidar da sua capacidade ou profissão”, destaca.

 

 

Comente com o facebook

Publicidade