'Creche noturna' é alternativa para pais, mas contestada
A Câmara Municipal de São Paulo aprovou um projeto de lei que cria as chamadas 'creches noturnas'
A Câmara Municipal de São Paulo aprovou um projeto de lei que cria as chamadas 'creches noturnas'
Caio Machado Por Caio Machado 19/02/2020
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A operadora de caixa Bruna Reche tem recusado ofertas de trabalho nos últimos meses. Não que a situação financeira da família esteja confortável, pelo contrário: as contas atrasadas estão se avolumando e as compras para a casa, ficando mais raras. O problema é outro: como conciliar o serviço no comércio com o horário da creche de Alice, sua filha de três anos?

"Só tenho experiência em comércio. E as vagas que consigo são todas para o período da tarde e da noite, em shoppings. Já recusei várias ofertas boas, porque preciso buscar minha filha às 16h30 na creche. Não tenho com quem deixá-la", conta Bruna.

Seu marido, que atua na área de tecnologia da informação, também não consegue buscar Alice, pois chega por volta das 20h em casa.

Histórias como a de Bruna são comuns entre mães e pais que trabalham em períodos que não se encaixam com o horário de entrada e saída de creches e escolas públicas, na rede particular normalmente há mais flexibilidade de horário, embora encontrar unidades noturnas seja difícil.

Mas como resolver essa questão? O Estado deveria proporcionar vagas para crianças no período noturno? Deixar uma criança na escola até tarde funciona do ponto de vista educacional?

Na semana passada, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou um projeto de lei que autoriza a Prefeitura a criar mais um turno em creches da cidade — algumas unidades ficariam abertas até as 23h, recebendo crianças cujos pais trabalham até mais tarde. A nova lei, porém, ainda precisa da sanção do prefeito Bruno Covas (PSDB).

Caso haja aprovação, seria a primeira vez que a maior cidade do país teria um serviço como esse para crianças tão novas.

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