Terapeuta Claudia Zeni fala sobre mudanças de rotina, carreira e vida a partir de experiências em diferentes culturas
Há um pouco mais de dez anos, a terapeuta vem se aprofundando em estudos de diferentes filosofias e tradições ancestrais; Deixou a carreira promissora como engenheira e após profundos mergulhos ao longo dos últimos anos, se formou sexóloga, terapeuta transpessoal e integrativa
Há um pouco mais de dez anos, a terapeuta vem se aprofundando em estudos de diferentes filosofias e tradições ancestrais; Deixou a carreira promissora como engenheira e após profundos mergulhos ao longo dos últimos anos, se formou sexóloga, terapeuta transpessoal e integrativa

Créditos do fotógrafo Divulgação

Erre Soares Por Erre Soares 27/11/2020
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A rotina estressante, a sobrecarga de trabalho e a falta de tempo para cuidar de si a fizeram chegar muito próximo à uma crise de burnout. Mas, antes de chegar ao colapso físico e mental, a terapeuta transpessoal e integrativa, Claudia Zeni, na época frente a sua empresa de engenharia, foi capaz de perceber os sinais, e tomar a desafiadora decisão de pausar sua carreira, mudar completamente o seu estilo de vida e seguir seu coração.

“E quanta gente não me achou maluca por isso? Como assim, deixar a engenharia e seguir o coração? Confesso que nem eu sabia direito o que isso significava naquela época, mas segui fiel ao que eu estava sentindo, sem nenhuma garantia do que seria dali para frente”, revelou. 

Logo após encerrar as atividades da sua empresa, Claudia iniciou uma jornada espiritual, onde também viajou para lugares místicos da Califórnia, Índia, Tailândia, Peru e Amazônia Brasileira. “Foi um período muito especial pra mim, de muito aprendizado e que serviu pra me trazer muita clareza do que eu buscava”, contou.

Claudia também falou um pouco das suas experiências com a Ayahuasca, e de como essa bebida ancestral considerada sagrada pelos povos pan-amazônicos teve um papel fundamental no que brincando, chamou de “resgate de si mesma”.

“A ayahuasca realmente me ajudou a entrar em contato com o meu coração, com a minha intuição, com a minha essência e foi isso que me fez perceber o quanto eu estava levando uma vida em desequilíbrio e desalinhada do que era verdadeiramente importante prá mim, a ponto de eu conseguir parar a tempo de que algo pior tivesse acontecido”, relata.

“Foram cinco anos de estudos e experiências com ayahuasca até o início da minha transição de carreira em 2014”, relembrou.

“A bebida tem o potencial de diminuir as atividades no córtex pré-frontal, responsável por nossas capacidades mais lógicas e analíticas, e recriar novas sinapses entre o cérebro límbico e reptiliano, responsáveis por habilidades mais sensoriais, sensitivas e instintivas, o que nos permite sair um pouco do protagonismo da razão e entrar mais em contato com o que estamos sentido e com o que o nosso corpo também está nos mostrando”, explica.

“Fui me dando conta da profundidade desse trabalho que também passa pelo corpo e pelos sentidos, e do nível de cura e transformação que se bem direcionado ele é capaz de oferecer, e não teve como não me apaixonar e trazer tudo isso para a minha nova fase profissional.”, conta.

“Hoje, estou aqui em mais um ponto de grandes mudanças, com algumas respostas e menos perguntas, num momento em que todas as trilhas dos últimos 10 anos estão se costurando, transbordando amor e gratidão à esse grande mistério que é a vida. Me vejo cada vez mais em paz com toda a ambiguidade que move a nossa sagrada humanidade, confiando profundamente no momento de importantes transformações que estamos passando a nível individual e coletivo como seres humanos interdependentes que somos.”, completou

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