Cientistas descobrem que o cérebro pode reverter o envelhecimento, e controlar o tempo de vida.
Investigadores do Albert Einstein College of Medicine, de Nova York, concluíram que é possível controlar doenças relacionadas à idade e até mesmo o envelhecimento.

Créditos do fotógrafo Reprodução/ Google

Por Leandro Martins 04/08/2017
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A revista científica britânica, Nature, publicou um artigo nesta quinta-feira (3), divulgando uma equipe de investigadores norte-americanos que anunciaram ter descoberto o papel crucial que o hipotálamo, região do cérebro responsável pelos processos hormonais e metabólicos do corpo humano, e seu desempenho no envelhecimento do organismo.

“A nossa pesquisa mostra que o número de células estaminais neurais hipotalâmicas diminui naturalmente ao longo da vida, e esse declínio acelera o envelhecimento”, diz o principal autor do artigo, Dongsheng Cai.

No entanto, os principais autores do estudo também descobriram que o processo não é reversível. Para desvendar o mistério referente ao desaparecimento de células estaminas ter sido causado por, ou devido ao envelhecimento, os investigadores injetaram uma substância nas cobaias, uma toxina, que matou 70% de células estaminais neurais.

“Esta ruptura aumentou muito o envelhecimento em comparação com as cobaias de controle, e os animais com células estaminais interrompidas morreram antes do tempo expectável”, explica Cai.

Diante de uma segunda experiência, os investigadores depararam-se com o prolongamento da vida das cobaias em 10 a 15%, devido o processo de implantação de células estaminais prontas a transformarem-se em neurônios novos no cérebro das cobaias mais velhas.

Em um processo anterior, os cientistas sugeriram o papel do hipotálamo no envelhecimento, ainda que anteriormente a hipótese não tenha sido validada com clareza. A equipe de Dongsheng Cai parece ter encontrado o elo perdido, e que poderia impulsionar significativamente a pesquisa na área.

“É um avanço. O cérebro controla quanto tempo vivemos”, diz David Sinclair, investigador da Harvard Medical School, localizada em Boston, Massachusetts, nos Estados Unidos.

Segundo Dongsheng, a próxima etapa é realizar testes do procedimento em seres humanos, e a equipe tem a intenção de iniciar ensaios clínicos em breve. No entanto, os resultados poderão demorar algum tempo para surgirem. “Os humanos são mais complexos”, diz o investigador.

Os estudos na área do envelhecimento aumentaram ao longo dos últimos anos, à medida que o conceito de que envelhecer é uma doença que pode e deve ser curada tem sido cada vez mais aceito pela sociedade. E , obviamente, muitos destes tratamentos potenciais têm como base alguma função do cérebro.

 

 

 

 

 

 

 

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