“Catraca Livre” site contra Bolsonaro recebeu R$ 2 milhões via Lei Rouanet na era Dilma
Segundo o levantamento, o Catraca Livre recebeu cerca de R$ 2 milhões, através de várias empresas ligadas ao empresário esquerdista Gilberto Dimenstein.
 Segundo o levantamento, o Catraca Livre recebeu cerca de R$ 2 milhões, através de várias empresas ligadas ao empresário esquerdista Gilberto Dimenstein.

Créditos do fotógrafo Reprodução

Daiane Siquelli Teófilo Por Daiane Siquelli Teófilo 15/10/2018
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Através do Salic (sistema do site do Ministério da Cultura) é possível ver os processos da Lei Rouanet que autorizaram captação de recursos às empresas de Gilberto Dimenstein, dono do site Catraca Livre e jornalista na radio CBN.

A empresa EXPERIMENTAR COMUNICAÇÕES LTDA, controlada por Dimenstein, recebeu autorização para captar recursos em dois projetos, um intitulado “Projeto Catraca Livre” e o outro “A Democratização Cultural e o Incentivo às Ações Locais“. Os dois juntos custaram mais de R$ 800 mil. Segundo o próprio Catraca Livre, foi criado um site para o segundo projeto chamado, porém o site está fora do ar.

O primeiro projeto, “Projeto Catraca Livre”, foi criado única e exclusivamente para financiar o site em 2014, tendo R$ 736.560,00 aprovados para captação pelo governo Dilma e R$ 700.000,00 efetivamente captados. Os principais destinadores do dinheiro tomado dos pagadores de impostos foram o Banco Itaucard (R$ 400.000,00) e duas concessionárias de rodovias paulistas: a Viaoeste S.A. e a Bandeirantes S/A (R$ 150.000,00 cada).

Outra empresa controlada por Dimenstein que recebeu recursos é a CATRACA LIVRE PORTAL E COMUNICAÇÂO LTDA, em dois projetos, que juntos custaram mais de um milhão. O primeiro projeto, é intitulado novamente de “Projeto Catraca Livre” e o segundo “Catraca Livre 2015”. Ambos apresentem como objetivo fazer manutenção e manter o site original.

De acordo com o Salic.net, portal de informações do Ministério da Cultura sobre os projetos financiados pela Lei Rouanet, a empresa “Catraca Livre Portal e Comunicação Ltda” teve R$ 4.253.148,16 aprovados para captação por meio da lei, em três projetos, todos durante o governo Dilma Rousseff: “Projeto Catraca Livre”, “Catraca Livre 2015” e “Estação Catraca Livre”. O site esquerdista, entretanto, captou efetivamente R$ 1.100.000,00 do dinheiro dos pagadores de impostos.

Por fim, o site aprovou um terceiro projeto, o “Estação Catraca Livre”, que “tem o objetivo de apresentar ao grande público bandas e artistas do circuito instrumental independente nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte”. O projeto teve R$ 2.230.360,00 aprovados para captação em 2016, entretanto, nenhum valor foi efetivamente captado até o final do ano passado. O governo Temer, entretanto, prorrogou o prazo de captação esse ano.

Em 2016, a câmara dos deputados abriu um requerimento para que a Sra. Lia Roitburd, Sócia administradora da Empresa - Catraca Livre Portal e comunicação LTDA, prestasse depoimento para investigar as irregularidades nas concessões de benefícios fiscais concedidos por aplicações da lei nº 8.313 (Lei Rouanet) que instituiu o programa nacional de apoio à cultura (pronac). Diante  disso, torna-se fundamental a presença da Sra. Lia Roitburd, Sócia Administradora da Empresa – Catraca Livre Portal  e  Comunicação  LTDA para  que  possa  depor  nesta  CPI,  no  sentido  de  esclarecer esse e outros  os  fatos  noticiados relativos  à  suspeita fraude nas  concessões  de  benefícios  fiscais concedidos por aplicação da Lei Rouanet.

O criador e coordenador do site Catraca Livre, o jornalista Gilberto Dimenstein, afirmou no Twitter nesta 6ª feira (13.jul.2018) que o site é contra a candidatura à Presidência do deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ). Criado em 2008, o Catraca Livre possui atualmente 21 milhões de leitores mensais.

Gilberto Dimenstein disse que em todas as eleições o site se manteve neutro, mas agora “surgiu uma situação excepcional”. Segundo o jornalista, o site não tem 1 candidato à Presidência,“mas tem um não-candidato: Jair Bolsonaro”. Dimenstein afirma que a decisão se dá pelo posicionamento do ex-capitão do Exército, que,segundo ele, “atenta contra todos os valores”.

“A avaliação do site é simples: atenta contra todos os seus valores a eleição de alguém que defende a tortura, o regime militar, a homofobia, o machismo, além de estimular a violência ao pregar o armamento da população”, afirma.

O jornalista defende que seria uma farsa se o site deixasse de ser transparente e não deixasse claro “que a redação por unanimidade vê a eleição de Bolsonaro como um risco à democracia e aos direitos humanos”.

Gilberto Dimenstein afirma ainda que para a redação do Catraca Livre a medida não fere os princípios do jornalismo. “Nos Estados Unidos, os jornais colocam no editorial quem é seu candidato. No caso do Catraca, o que se vai explicitar é apenas que existe 1 não-candidato”, afirma.

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