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Atleta paralímpico revela como ter duas mães foi fundamental para vencer o câncer e escapar da morte
O atleta paralímpico João Saci conta historias de superação e revela a importância de poder contar com a sua mãe e a sua avó na sua vida e como a presença delas foi fundamental para vencer o câncer e escapar da morte por diversas vezes.
O atleta paralímpico João Saci conta historias de superação e revela a importância de poder contar com a sua mãe e a sua avó na sua vida e como a presença delas foi fundamental para vencer o câncer e escapar da morte por diversas vezes.

Créditos do fotógrafo Divulgação / MF Press Global

Erre Soares Por Erre Soares 10/05/2020
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No segundo domingo do mês de maio, celebramos as mães das mais diversas formas em reconhecimento a tudo que representam em nossa vida e trajetória. Esta data tão importante revela também consigo historias comoventes que mostram o quão especial é a relação entre uma mãe e seus filhos.

O atleta paralímpico João Saci é um dos que podem dizer o quanto o amor de mãe foi fundamental, não apenas para vencer no esporte mas escapar da própria morte. Ganhador de mais de 40 medalhas em competições desportivas e sobrevivente de uma luta contra o câncer que lhe fez perder uma das pernas e mais da metade de um pulmão, ele superou os próprios limites e se tornou escritor, atleta profissional e palestrante, tendo percorrido todo o Brasil contando sua história. E para tudo isto, a figura de suas duas mães, a biológica e a de consideração, que é a sua avó, são parte indispensável desta jornada.

Decisões difíceis

João Saci conta detalhes de um dos seus mais difíceis momentos quando lutava contra o câncer. Ali, no seu leito de dor, o atleta revela que se não fosse as suas duas mães, não estaria vivo hoje: “Considero que eu tenho duas mães, minha mãe biológica e minha avó. Quando eu estava em São Paulo para o meu tratamento, eu estava dando muito trabalho porque eu não queria passar por aquilo. Eu estava sofrendo, cansado e queria ir embora. Mesmo assim, a minha avó sempre esteve lá comigo, chorando e rezando por mim. Da mesma forma, minha mãe sempre esteve presente. Mesmo sabendo que eu não queria fazer o tratamento, minha mãe, por amor, encontrou uma forma de me por a fazer o que era certo, de lutar pela minha vida. De repente ela apareceu como se fosse um raio e disse que veio me buscar porque eu estava dando muito trabalho para a minha vó. Ela me fez assinar um documento que supostamente era de dispensa do tratamento, mas na verdade era a autorização para a internação. Eu fui internado à força (risos). Minha mãe disse que essa foi uma das decisões mais difíceis da vida dela, porque ela achou que eu jamais a iria perdoar.”

Reprodução / MF Press Global
 

Reconhecimento

No entanto, hoje João reconhece e agradece à suas duas mães por tudo que fizeram: “Apesar da internação forçada, eu agradeço até hoje pelo que ela fez e entendo que o amor não é dizer sim o tempo inteiro, mas também saber dizer não nos momentos em que a gente precisa. Valorizo minha mãe e minha avó porque são pessoas essenciais na minha trajetória e devo tudo que sou às duas. Considero que tenho duas mães, porque ambas me criaram e me deram educação e suporte para que eu pudesse vencer tudo.”

O atleta aponta que apesar das rebeldias do passado e de muitas vezes não entender as atitudes de suas mães, tudo que fizeram foi pelo mais profundo e genuíno amor: “Minha avo que é muito religiosa me ensinou a perdoar, me ensinou valores morais e éticos que levo comigo até hoje. Mães as vezes tem aquela linha dura, rígida, mas tudo que ela fez ou tentou fazer foi para o meu bem. A gente passa por alguns momentos de questionar a autoridade e bater de frente, mas no final a gente compreende que era tudo por amor.”

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