ATENÇÃO: A TERRA NÃO SERÁ ATINGIDA POR ASTERÓIDE, GARANTE A NASA!
A agencia espacial diz que vai ficar tudo sob controle. Testes já estão sendo feitos.

Créditos do fotógrafo Reprodução/Google

Por Allysom Escobar 05/07/2017
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Lembra do filme Armagedom? Conta a história de um asteróide que está em curso de colisão com a terra, obrigando a NASA a correr contra o tempo e arrumar uma maneira de desviá-lo da colisão prevista.

Sabia que isso pode ocorrer em breve? E a NASA está se prevenindo para que nada ocorra com nosso planeta.

A Agência Espacial norte-americana mostra em vídeo como é que ela pode atuar.

As imagens conceituais divulgadas pela NASA mostram o DART (Double Asteroid Redirection Test, ou Teste de Redireccionamento de Asteróide Duplo em Português) a chocar deliberadamente com um dos componentes do sistema binário de asteróides conhecido por Didymos.

Está em estudo a “técnica de deflexão de asteróides para defesa planetária” conhecida como “impacto cinético”, conforme explicado em nota pela NASA em seu site.

Na prática, a ideia é que o DART atinja o asteróide “para mudar a sua órbita” e defender a Terra “contra um potencial futuro impacto” devastador, conforme explica Lindley Johnson, responsável pelo projeto da NASA.

Esse projeto está para sair do papel e ganhar um teste prático.

Está previsto o lançamento do DART que voará então até Didymos, usando um “sistema autónomo de orientação a bordo” já em 2020.

Didymos – que em grego significa “gêmeo” – consiste em dois “corpos”, Didymos A, com cerca de 780 metros de tamanho, e Didymos B, com apenas 160 metros, conforme a NASA.

O objetivo é que o DART atinja apenas o “corpo” menor de Didymos, estando o primeiro teste previsto para 2022 com este “pequeno asteróide não ameaçador”, destaca Lindley Johnson.

Assim, a nave do tamanho de um frigorífico atacaria o corpo menor a uma velocidade cerca de nove vezes mais rápida do que uma bala, aproximadamente 21,600 km/h.

Este impacto mudará a velocidade do asteróide “numa pequena fração da sua velocidade total. Perante uma ameaça real, esta intervenção “muito antes do impacto previsto” fará com que “este pequeno impulso aumente, ao longo do tempo, para uma grande mudança do seu caminho para longe da Terra”.

O cientista do DART, Tom Statler, explica ainda no site da agência que “um asteróide binário é o laboratório natural perfeito para este teste”.

“O fato de Didymos B estar em órbita em torno de Didymos A faz com que seja mais fácil ver os resultados do impacto e assegurar que a experiência não muda a órbita do par em torno do Sol”, realça Statler.

Também estão envolvidos neste projeto a Agência Espacial Europeia, o Observatório Côte d’Azur, da França, e o Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, além da NASA.

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