Apple e Google unem iOS e Android para combater COVID-19
Apple e Google anunciaram que estão trabalhando em conjunto para combater a pandemia da COVID-19 com tecnologia.
Apple e Google anunciaram que estão trabalhando em conjunto para combater a pandemia da COVID-19 com tecnologia.
Caio Machado Por Caio Machado 11/04/2020
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As empresas estão desenvolvendo um sistema que utiliza Bluetooth Low Energy (BLE) e coleta dados para governos e agências de saúde pública na intenção de reduzir a propagação do novo coronavírus (Sars-Cov-2).

A COVID-19 se propaga pelo contato, e no lugar de utilizar o sistema de GPS dos smartphones para rastrear a localização dos cidadãos, ambas permitirão que dispositivos Android e iOS se conectem por Bluetooth de baixo consumo energético para trocar informações relacionadas a cidadãos diagnosticados positivamente para a doença.

As empresas lançarão APIs que fazem parte da solução em duas etapas. A primeira delas acontecerá em maio, com o lançamento de APIs que permitirão a interoperabilidade entre os dois sistemas. As duas empresas não terão acesso aos dados coletados e as APIs serão utilizadas apenas por autoridades de saúde pública.

A segunda etapa, que acontecerá nos próximos meses, permitirá habilitar a plataforma de rastreamento de contatos, e então poderá ser incorporada em outras plataformas subjacentes, informam as companhias. Ou seja: mais aplicativos e autoridades governamentais de saúde terão acesso ao sistema.

Desta forma, o rastreamento de contato, que precisa do consentimento do usuário, poderá ser utilizado para identificar e alertar os cidadãos. O sistema não coleta informações que permitam identificar os usuários, tampouco exporta os dados para outras ferramentas que não estejam trabalhando na mesma causa, por exemplo.

Para que tudo isso funcione, Apple e Google publicaram uma cartilha ilustrada para detalhar o funcionamento da parceria. Para que haja a coleta de dados, os cidadãos precisarão baixar um aplicativo; este, no caso, será oferecido por autoridades de saúde pública, e não pelas empresas.

Segundo as companhias, a ferramenta nasce "tendo privacidade e segurança do usuário como elementos centrais".

Quando a ferramenta e os aplicativos forem disponibilizados, o usuário precisará baixá-lo e consentir em ceder suas informações. Neste aplicativo, entre outros, o usuário informará se foi diagnosticado positivamente para COVID-19.

Estes dados são enviados periodicamente a cada 14 dias aos servidores das entidades públicas de saúde. Também periodicamente, são transmitidos para outros usuários, informando ou não se ela já esteve em contato com alguém testado positivamente e sem identificar outras pessoas.

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