Abastecimento de água potável do Rio sob risco
Montanha de lixo químico ameaça abastecimento de água do Rio de Janeiro
Montanha de lixo químico ameaça abastecimento de água do Rio de Janeiro
Ricky Rocha Por Ricky Rocha 19/10/2019
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Quanto mais o tempo passa, mais o ser humano tem tido problemas com o abastecimento de água. Já tivemos racionamento de água e aumento do preço de energia. Mas parece que isto não é lembrado por parte de nossos governantes. No estado do Rio de janeiro, o Rio Paraíba do Sul é responsável pelo abastecimento de água de 80% da população do estado. Às margens do Rio, uma montanha de lixo químico (escória de aciaria), depositada pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), pode causar um grande colapso hídrico.

 Mesmo sabendo da importância do rio Paraíba do Sul, (abastece 80% da região metropolitana do Rio de Janeiro), autoridades fingem não ver o sério risco que corremos, por conta de uma montanha de resíduo siderúrgico (escória de aciária), que é despejada, diariamente, pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). São cerca de 100 caminhões depositando a substância a menos de 50 metros do Rio, em Volta Redonda. A pilha já tem mais de 30 metros de altura.

Provavelmente pensam nas questões econômicas de mexer com a siderurgica, mas a indústria pode conviver com a natureza, ´basta tomar cuidado. 

O Ministério Público Federal de Volta Redonda, em dezembro de 2018, ajuizou ação judicial contra a empresa CSN. Atualmente, o depósito de lixo químico tem mais de 30 metros de altura. Diariamente são despejados 100 caminhões de escória de aciaria no local, o que, segundo ambientalistas, tem contaminado o solo, o manancial, o lençol freático, além da poluição do ar prejudicar a saúde de 15 mil pessoas que vivem em bairros residenciais próximos.

“São 8,7 milhões de pessoas dependem exclusivamente deste manancial estratégico, assim como o parque industrial,

agricultura e setor de serviços. Desde o no ano passado, temos alertado ao MPF e ao MP Estadual (GAEMA) que,

caso ocorra uma forte tromba d’água ou o desabamento, desmoronamento desta enorme montanha de lixo industrial

há um elevadíssimo risco de suspensão por tempo indeterminado do abastecimento publico de dezenas de cidades do Vale do Paraíba,

da Baixada Fluminense e da Capital (Rio de Janeiro), cujo prejuízo socioeconômico e o impacto ambiental são incalculáveis”,

disse Sérgio Ricardo Verde, membro fundador do Baía Viva e autor da representação judicial.

A CSN emitiu nota afirmando que o material armazenado “não é perigoso, conforme classificação da ABNT, não representando qualquer risco ao meio ambiente ou a saúde”. Recentemente, a Companhia foi multada.

Vejam no vídeo do YOU TUBE a situação - VÍDEO DO DIA 16

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