14 de dezembro: Eclipse solar total, visível no Chile e na Argentina
Antes da pandemia de coronavírus, eclipses solares já levaram muitas pessoas para a Patagônia, no sul do Chile e da Argentina. Mas, afinal, estamos em 2020 e, como tantas outras coisas, a maioria de nós terá que
Antes da pandemia de coronavírus, eclipses solares já levaram muitas pessoas para a Patagônia, no sul do Chile e da Argentina.

Mas, afinal, estamos em 2020 e, como tantas outras coisas, a maioria de nós terá que

Créditos do fotógrafo Foto: Getty Images via BBC

Vladimir Gama Por Vladimir Gama 08/12/2020
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Antes da pandemia de coronavírus, eclipses solares já levaram muitas pessoas para a Patagônia, no sul do Chile e da Argentina.

Mas, afinal, estamos em 2020 e, como tantas outras coisas, a maioria de nós terá que recorrer a transmissões ao vivo para assistir a essa atração.

Se você for um dos poucos sortudos a poder vê-la in loco, lembre-se de nunca olhar diretamente para o Sol — sempre use proteção.

Por 24 mágicos minutos, a Lua Nova passará pela face do Sol, cobrindo-o completamente por "apenas 2 minutos e 9,6 segundos", diz a astrônoma Tania de Sales Marques, do Observatório Real de Greenwich.

"A Lua é 400 vezes menor do que o Sol", explica, mas parece maior porque está muito mais perto de nós, sendo capaz de "tampar todo o disco solar".

A dança da Lua em frente ao Sol poderá ser vista na ponta mais meridional da América do Sul, bem no meio do dia.

Tania diz "pode haver até cinco eclipses solares em um único ano, mas um eclipse solar total só ocorrerá aproximadamente uma vez a cada 18 meses, quando a Lua está na posição certa para bloquear totalmente a luz do Sol."

Então, se você quiser planejar com antecedência, os próximos eclipses solares totais acontecerão na Antártida (dezembro de 2021); Indonésia e Austrália (abril de 2023); EUA e Canadá (abril de 2024); sul da Europa e Groenlândia (agosto de 2026); partes do Norte da África e Oriente Médio (agosto de 2027).

21 de dezembro: “Grande conjunção” de Júpiter e Saturno, visível em várias partes do mundo

"Júpiter e Saturno são provavelmente os melhores planetas a serem observados porque são brilhantes", explica Ed Bloomer, também astrônomo do Observatório Real de Greenwich.

Uma "grande conjunção" é quando há dois planetas sobrepostos, dando a impressão de que eles se fundiram e agora estão brilhando como um só.

E é exatamente isso que veremos na noite de 21 de dezembro.

"Esses 'planetas errantes', Júpiter e Saturno, estarão tão próximos no céu que parecerão estar quase se tocando", diz Ed.

A olho nu, os dois planetas parecerão estar a menos de 0,1º um do outro, mas, na realidade, é tudo um truque de perspectiva: atualmente existem mais de 800 milhões de km entre a Terra e Júpiter, somados a quase o mesmo entre Júpiter e Saturno.

Por alguns meses até agora, os dois planetas gasosos gigantes pareceram se aproximar um do outro, até que finalmente se encontrarão.

"Essas conjunções são divertidas de se observar, especialmente nos dias anteriores e posteriores à sua maior aproximação, para ver como há mudanças", aponta Ed.

E se você tiver um par de binóculos ou um pequeno telescópio, poderá até ver as quatro maiores luas de Júpiter: Io, Europa, Ganímedes e Calisto.

Elas também são conhecidas como Luas Galileanas, porque o astrônomo Galileo Galilei as observou em 1610 com um telescópio que ele inventara.

Uma conjunção Saturno-Júpiter só acontece a cada 19,6 anos, "mas esta é um pouco mais especial do que a maioria, porque a conjunção de 2020 será a mais próxima desde o início do século 17."

A última vez que Júpiter e Saturno estiveram tão próximos foi há 397 anos, em 1623.

Não é de se admirar que astrônomos e amantes das estrelas estejam tão entusiasmados com este evento.

"É mais do que uma oportunidade única na vida!", comemora Ed.

Se o céu estiver limpo, será fácil ver este este raro espetáculo. Mas ele também será rápido: deverá durar uma hora, até que os planetas mergulhem no horizonte.

É melhor planejar com antecedência e passar algumas noites observando a posição dos planetas — o que é em si um belo passatempo — para que, na hora H, você saiba exatamente onde encontrá-los: a sudoeste, meia hora após o pôr do sol.

E como um bônus, 21 de dezembro também é a data exata do solstício: o primeiro dia astronômico de verão no hemisfério sul e inverno no norte.

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